Luís Godinho é capa da revista Açores Magazine

Natural de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, dos Açores, Luís Godinho é um filho da terra muito acarinhado e com um longo portfólio fotográfico que tem recebido não só a atenção da crítica internacional, como uma extensa lista de prémios. Em jeito de retrospectiva da sua carreira como fotojornalista, a revista Açores Magazine, que sai semanalmente para as bancas com o jornal Açoriano Oriental, dedicou-lhe esta semana uma homenagem com direito a destaque de capa e duas páginas no miolo com o título “Quando vou fotografar gosto de ser a voz de quem não a tem.”

A paixão pela fotografia surgiu em criança, mas demorou a tomar a decisão de fazer vida profissional como fotógrafo, porque não queria ser ingrato com os pais. As viagens deram-lhe sinais de que era aquele o caminho a seguir e hoje o seu trabalho é reconhecido um pouco por todo o mundo.

É assim que começa a matéria da Açores Magazine, que aborda alguns dos locais por onde Luís Godinho viajou em trabalho, especialmente em África. Senegal, Moçambique, São Tomé e Príncipe, República Centro Africana são alguns dos países que carimbou no passaporte e que hoje partilha com o mundo. Sempre empenhado em denunciar situações de abuso, exploração e crise humanitária, o seu trabalho tem tanto de belo como de violento, tantas são as vezes que levamos um soco no estômago ao depararmo-nos com a dura realidade que outros testemunham.

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