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Marraquexe, a jóia de Marrocos

Este ano, a cidade de Marraquexe está entre os 20 finalistas a concurso para o prémio de Melhor Destino Turístico a nível mundial. A capital de Marrocos está a aumentar exponencialmente a sua procura turística e, mesmo em tempos de pandemia pelo novo coronavírus, tem conseguido atrair turistas dos vários cantos do globo, tendo oficialmente reaberto as suas fronteiras a 10 de Setembro. Neste artigo, explicamos o porquê de Marraquexe ser um potencial vencedor na categoria de Melhor Destino 2020 e quais os lugares que não podes perder quando o visitares.

MUDANÇA DE CONTINENTE

Muitos dos viajantes que visitam Marraquexe descrevem-na como sendo uma cidade culturalmente muito distinta de Portugal, mas com a vantagem de estar já aqui ao lado. A distância percorrida de avião é de cerca de uma hora e meia e os turistas portugueses não carecem de visto para entrada no país, o que facilita todo o processo.

Talvez uma das primeiras mudanças que guardamos na memória seja o seu cheiro fascinante. Flor de laranjeira, laranjas amargas, leite de amêndoa, pétalas de rosa ou couro curtido, estes são alguns dos odores que se impregnam em nós quando deambulamos pelas ruas de Marrocos.

Mas as suas cores também não nos deixam indiferentes. Os seus pores-do-sol quentes e infinitos, combinados com a cor avermelhada das suas ruas, fazem tornam-se irresistíveis. Além disso, os seus palácios, jardins e mesquitas embrulham-nos numa paleta única de cores desta jóia de Marrocos, que agora incluímos na lista de destinos liderados pela Landescape, através da líder de viagens Liliana Ascensão.

LUGARES PARA TE PERDERES EM MARRAQUEXE

Uma vez assimilada a mudança, é tempo de te deixares envolver pela cidade, mergulhar nas suas ruas e visitar os lugares mais encantadores desta cidade marroquina.

Ao longo dos anos, Marraquexe tem vindo a crescer e a evoluir, preservando a sua essência intacta no coração da cidade: a Medina. É por isso que, se quiseres viver uma experiência única, recomendamos-te que fiques num Riad dentro da Medina e não no seu exterior, podendo desta forma sentir a pulsação da cidade e toda a vida social e cultural dos marroquinos.

 

Porta de Bab Agnaou

Uma das entradas mais famosas da Medina é a Porta de Bab Agnaou. Este portão do século XII foi uma das 19 entradas principais do muro que rodeava a Medina. Hoje é o ponto de encontro para muitas Free Walking Tours que se realizam na cidade. Esta alternativa é perfeita para te localizares e conheceres os lugares mais remotos da cidade, ao mesmo tempo que contribuis de forma positiva para a economia local, apoiando guias turísticos da região que fazem deste o seu trabalho a tempo inteiro.

Se é um entusiasta de arquitectura podes, também, visitar outros portões de acesso à Medina como a Bab el Robb, Bab el Debbagh ou Bab el Jadid.

Os Túmulos de Saadis

Muito perto desta porta de acesso à Medina estão os túmulos de Saadis. Felizmente, por se encontrar escondida atrás de uma parede, esta obra de arte saadiana com mais de quatro séculos de existência está impecavelmente preservada e faz as delícias dos visitantes.

O Sultão Ahmad al-Mansur e a sua família estão aqui enterrados. O sultão ficou conhecido por expulsar os colonos portugueses de Marrocos e por defender o seu povo da invasão otomana. Por curiosidade, esta dinastia governou Marrocos entre os séculos XVI e XVIII, alegando ser descendente de Maomé.

Embora a necrópole tenha mais de 66 túmulos de membros da família, um dos quartos mais impressionantes alberga o Sultão Al Mansour, o seu filho e neto. Este é o Salão das Doze Colunas, coberto por uma cúpula esculpida em madeira e doze colunas de mármore com decorações vegetais.

A entrada é feita entre as 9h00 e as 16h45 e o preço do bilhete é de 70 Dh, que equivale a cerca de 7€ para adultos e gratuito para crianças menores de 12 anos. Recomendamos que vás mais cedo, pois a capacidade é limitada e há geralmente longas filas de espera.

 

Palácio da Baía

Caminhando pelas ruas de Marraquexe, chegarás ao Bay Palace. Esta obra arquitectónica foi construída no final do século XIX pelo grande sultão Si Moussa, para ser o palácio mais incrível do mundo. Construído em 8 hectares de terreno, o palácio tem 150 quartos e demorou mais de uma década a ser construído. Uma das partes mais belas é o harém das 4 esposas e 24 concubinas do vizinho.

Hoje, o palácio não está mobilado, uma vez que após a morte do vizir os cidadãos saquearam completamente as salas. Porém, a estrutura e a decoração do tecto permanecem intactas e merecem uma visita. O horário de abertura ao público é das 9h00 às 17h00 e o preço é também de 7€.

 

Praça Djemaa el-Fna

O centro da vida social em Marraquexe é a Praça Djemma el-Fna. Esta praça, sempre cheia de gente, destaca-se devido à grande transformação a que está sujeita ao longo do dia. Pela manhã, encontras um mercado não convencional cheio de bancas de comida com fruta fresca, frutos secos e pratos prontos a serem degustados.

Ao pôr-do-sol, a praça revela-se um dos lugares mais interessantes para apreciar a vista da cidade. Recomendamos que subas ao terraço do Café Glaciar ou qualquer um dos terraços adjacentes para apreciar o pôr-do-sol, enquanto tomas um chá fresco de menta e vês a noite cair. Das alturas, poderá observar de uma forma mais descontraída como é a vida na cidade.

À noite, por sua vez, o panorama muda radicalmente, uma vez que todas as barracas desaparecem e a praça se transforma numa espécie de restaurante ao ar livre, onde podes jantar ao som de um espectáculo proporcionado pelos músicos locais. O mais surpreendente é que, no meio de toda esta actividade, deambulam domadores de macacos, encantadores de cobras e dentistas.

Como se pode ver, a praça está sempre viva e recomenda-se!

 

O ZOCO

Para os amantes de compras e da arte de regatear, o lugar preferido por excelência é o Souk. Composta por uma rede de ruas estreitas, perder-te-ás por entre os milhares de lojas que vendem couro, tecidos, cestos e especiarias.

Se visitares Marraquexe pela primeira vez, recomendamos que não vás com calma e que regateies antes de comprar. Verás proprietários de lojas a perguntar-te quanto estarias disposto a pagar e entrarás num debate para tirar o máximo partido de ambos. Tem em conta que normalmente os produtos no souk não têm um preço fixo, por conseguinte pode sempre baixar o preço que te dizem inicialmente, desde que seja logicamente justo para ambas as partes.

Sem sequer te aperceberes, irás gradualmente dar a volta aos diferentes souks. Recomendamos que não saltes a secção das especiarias e do artesanato em couro.

 

Madrassa Ben Youssef

Deixando de lado as ruas movimentadas do Zoco, um dos lugares mais curiosos para se visitar é a Madrassa Ben Youssef. No século XIV, esta escola muçulmana tornou-se a maior de Marrocos. Como curiosidade, outro nome que irás ouvir é “Medersa” de Ben Youssef, porque se é a primeira vez que visitas um país muçulmano, talvez não saibas que este termo significa escola de estudos superiores.

Esta madrassa, especializada em estudos religiosos, recebeu até à data mais de 800 estudantes. Viviam em condições muito austeras, como se poderia ver nas suas celas se a mesma não estivesse fechada para obras de construção. Era expectável a reabertura ao público em meados deste ano, mas, infelizmente, devido à pandemia, teremos de esperar um pouco mais. O seu preço antes da renovação era de 70 Dh.

 

Mesquita de Koutoubia

Voltando ao centro, recomendamos que admires de fora a Mesquita de Koutoubia. Construída em 1141 pelo califa Almohad Abd Al Mu-min, a mesquita tem mais de 69 metros de altura.

Embora seja uma pena não poderes visitar livremente o seu interior, dado que só os muçulmanos podem aceder a ela, poderás desfrutar do seu exterior que se destaca pela cor do arenito típico de Marraquexe.

 

ESTÁS À PROCURA DE MAIS?

Graças à experiência e conhecimento da nossa líder de viagens Liliana Ascensão, a viagem que realizamos a Marrocos engloba outras cidades que não apenas Marraquexe. Da labiríntica cidade de Fez às areias escaldantes do deserto do Sahara, da cidade costeira de Essaouira à subida ao Mount Toubkal, o ponto mais alto do Norte de África, tens neste roteiro de 12 dias e 11 noites uma oportunidade única para escapar à monotonia, mantendo acesa a chama das viagens, mesmo em tempos de pandemia. E com a vantagem de ser já aqui ao lado.

Não temos dúvidas de que será uma viagem especial, sobretudo nesta altura em que a vontade de ir é tão grande!