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Seis livros de viagem que os nossos líderes recomendam!

Se estás à procura de inspiração para a tua próxima aventura ou simplesmente gostas de literatura de viagem, os nossos líderes sugerem-te livros verdadeiramente fascinantes sobre o nosso mundo, tão vasto, e aqueles que se atrevem a explorá-lo!

GABEL OLIVEIRA

Não é propriamente um livro de viagens, mas antes um livro que gostei muito de ler e que me fez reviver uma viagem. Chama-se “A longa estrada para casa”, de Saroo Brierley (que inspirou o filme Lion).

Este livro marcou-me especialmente pois foi lido pouco depois de ter regressado da Índia, e concretamente de Calcutá, onde parte da história acontece. É um testemunho verídico, contado na primeira pessoa, de uma criança de 5 anos que se perdeu da família numa estação de comboios. Com esperança de encontrar ou ser encontrado pelo irmão, entrou num comboio, onde adormeceu, tendo ido parar às ruas confusas de Calcutá.

Toda a descrição das experiências que o rapaz viveu, os perigos, os medos, as ajudas que recebeu, os locais por onde passou, me transportaram novamente para as ruas e comboios daquela cidade. Lembrei-me de tantas outras situações e crianças que por lá vi, e que certamente podiam ter sido o protagonista deste livro.

Ao ler “A longa estrada para casa” dei por mim a pensar nas diferenças culturais, com a sua beleza e riqueza, nas dificuldades que se vivem em tantos cantos do mundo, na simplicidade, nos valores que há (ou não) em qualquer parte do planeta, em como devemos aprender a valorizar a sorte que temos e as coisas mais simples da vida.

É uma história com um final feliz, ao contrário da de tantas outras crianças referidas no livro.

 CARINA SILVA

A minha sugestão de leitura vai para o livro “Caderno afegão” da Alexandra Lucas Coelho, que pertence à seleção feita por Carlos Vaz Marques para a Tinta da China.

Escolho este livro porque dos que li recentemente foi aquele que mais impacto teve em mim, aguçando-me a vontade de visitar o Afeganistão. Não é uma leitura floreada no sentido de que coloca o dedo na ferida ao retratar as duras condições de vida das mulheres e a sua relação com a maternidade. Questões ligadas à saúde pré Natal e à falta de direitos no feminino chocaram-me.

No entanto, o país nem sempre foi assim. Pelo contrário, nos anos 70 o Afeganistão, ou pelo menos a cidade de Cabul, era muito mais evoluído como sociedade do que a Europa e o que este livro ajuda a compreender é exactamente essa perda de Estado Social e esse retrocesso no conceito de família. Mas é também uma espécie de guia na descoberta do território ao apontar no mapa alguns dos seus locais mais místicos e verdadeiramente milenares. Senti-me a viajar sem sair do sofá, fiquei muitas vezes tensa, outras vezes sorri, mas no fundo despertei para a vontade de conhecer este país.

 

 

JOÃO GONÇALO FONSECA

Recomendo o livro “Nunca é tarde” do Carlos Carneiro, pelo espírito de aventura num continente tão mágico e sobretudo pela admiração de nunca desistir de um sonho, seja qual for a idade. É sobre a viagem entre Carlos Carneiro e o seu pai, que tinha o sonho de dar a volta à África e fê-lo já com uma certa idade.

Que melhor maneira de o descrever, do que a própria sinopse? “Num pachorrento almoço de domingo, um engenheiro reformado à beira de completar 70 anos surpreende o filho, viajante profissional, ao sugerir-lhe que façam juntos uma viagem. Depois de duas garrafas de vinho, estes dois homens, com concepções radicalmente distintas da vida e que o tempo se encarregou de afastar, decidem empreender a maior das aventuras: uma volta ao continente africano. Para tornar o desafio ainda mais complicado, escolhem como meio de transporte uma velha Renault 4L… Carlos Carneiro filho e Carlos Carneiro pai mal podem imaginar o que o futuro lhes reserva. Mas, depois de anos de separação, esta aventura de 40 mil quilómetros, com as suas adversidades e peripécias, irá torná-los mais próximos do que nunca.”

 RAFAEL POLÓNIA

Recomendo o livro “Uma viagem à Índia”, de Gonçalo M. Tavares.

Talvez o meu livro favorito, tão no top que deu nome à primeira viagem à Índia da Landescape. Escrito ao estilo de epopeia, “imita” Os Lusíadas no número de cantos e nas estrofes, Bloom, a personagem que Gonçalo M. Tavares criou, parte de Lisboa numa viagem para a Índia.

O objectivo? Aprender e esquecer ao mesmo tempo. A Índia, aqui, é o que menos interessa. O que interessa, como no livro de Luís de Camões, é a viagem, nem que esta seja só interna. De leitura brigatória!

 ANDRÉ NEVES

A minha escolha é o Just Kids da Patti Smith, um best-seller do New York Times, um livro de memórias incrivelmente bem escrito pela Patti Smith que retrata uma Nova Iorque do fim dos 60 e início dos 70.

As descrições da cidade e da efervescência criativa vivida nesse período é contado de forma deliciosa pela autora, como em todos os bons livros, este tem a capacidade de nos transportar no tempo e no espaço e deixa-nos com vontade de ter vivenciado essa época da cidade que nunca dorme.

“The invention of nature” é um livro sobre natureza, exploração, inesperado e ciência. Conta o trajecto de vida de uma das mais impressionantes personagens da nossa história: o cientista e explorador Alexander Von Humboldt.

Humboldt nasceu em 1769 e foi responsável pela forma como vemos o Mundo hoje em dia e como percebemos a natureza. A forma como ele olhava e observava os fenómenos naturais nas suas viagens inspirou muitos dos futuros cientistas, incluindo Charles Darwin. Darwin disse mesmo que se não fosse por Humboldt nunca teria entrado na viagem do Beagle. Influenciou politicamente a formação de novas e inovadoras leis da conservação e devido aos seus relatórios e diários de viagem novas disciplinas de estudo foram criadas. Por isto mesmo, as suas aventuras ensinaram-me a observar cuidadosamente a natureza durante as minhas viagens. Não fiz exactamente o seu percurso mas está na minha lista. Talvez um dia!

Na verdade, ao ler este livro eu imagino exactamente o tipo de viagem que gostaria de fazer. Totalmente exploratória. Hoje em dia tudo se sabe de antemão, tudo está disponível através da internet, a maioria das pessoas viaja sabendo já para que hotel vai, como chega lá, quem e o que lá vai estar, que comida vai comer…e ficam surpreendidas se dizes que não sabes de nada e apenas queres ir. Imaginar o que pode estar do outro lado é o que para mim traz a emoção toda de viajar. Ser surpreendido e aprender com cada desafio.

Apesar de nunca ter exercido, licenciei-me em Ciências Biomédicas e nem de propósito na recente série “Chernobyl”, Lagasov, o cientista responsável pela investigação do sucedido, diz: “Ser cientista é ser ingénuo”. Para mim isto aplica-se também às viagens. Estamos muitas vezes focados nas expectativas de um lugar e esquecemos-nos de olhar, interrogar, absorver e aceitar o que esse lugar na verdade tem para nos oferecer.

 

Segue o Blog da Landescape para mais recomendações de literatura de viagem, brevemente!