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Turista ou viajante. Haverá realmente diferenças entre estes dois termos?

Quando visitas um novo destino, há vários comportamentos e formas de estar que ditam o modo como aproveitas a tua experiência. Será que exploras verdadeiramente os sítios que visitas ou ficas a observá-los do longe?  Conheces mesmo a realidade dos locais que te propões descobrir ou limitas-te à rota turística? Há várias características que distinguem um viajante de um turista e, neste artigo, podes descobrir quais são.

A parte mais importante na descoberta e um novo país é o conhecimento da sua verdadeira essência, o que implica provar a gastronomia local e conhecer a sua história e tradições, bem como o modo de vida de cada sociedade. Um verdadeiro viajante reconhece a importância de percorrer e sentir todos os locais, quer seja através do contacto com as comunidades ou a caminhar pelas ruelas e recantos que escodem os segredos de cada região. Por isso, fugir às rotas mais típicas é provavelmente um dos aspetos que mais distingue um viajante de um turista: o primeiro gosta de aventurar-se pelo desconhecido, enquanto que o segundo muitas vezes se limita àquilo que está mais à vista. Claro que há pontos imperdíveis, mas se fores mais além daquilo que vês nos postais, vais descobrir lugares maravilhosos e vais sentir o país de outra forma.

No mesmo sentido, um verdadeiro viajante faz questão de conhecer as pessoas e de ouvir as histórias que as mesmas têm para contar porque sabe que a partilha de experiências é a melhor maneira de compreender realmente as vivências de cada um. Ou seja, há que ter interesse nos locais e nas respetivas comunidades porque elas também fazem parte da sua alma e história.

Um outro ponto que pode servir para marcar a distinção entre um turista e um viajante prende-se com o alojamento selecionado. Normalmente, o turista privilegia ficar hospedado em cadeias hoteleiras internacionais, com pequeno almoço intercontinental, e opta por ir a restaurantes próximos do centro em quase todas as refeições. No entanto, um viajante está disposto a sair da sua zona de conforto e experimentar outras alternativas como hosteis, alojamentos locais ou o couchsurfing, entre outras plataformas que permitem o alojamento em casas de famílias ou hóspedes locais. Estas opções costumam ser muito mais baratas e constituem uma real oportunidade de interação com a comunidade ou até com outras pessoas que estejam a visitar o mesmo destino, além de contribuírem muito mais para a economia do país. Viajar sem conviver ou fazer amigos é desperdiçar uma parte da experiência porque a riqueza não está só nos sítios que visitamos, mas sobretudo nas pessoas que encontramos pelo caminho.

No que toca à alimentação, é importante provar aquilo que é tradicional e de preferência nos sítios que os locais frequentam, mas estes nem sempre correspondem aos restaurantes das zonas mais utilizadas pelos turistas. É nas ruas mais calmas, longe dos grandes centros, que na maioria das vezes se encontra a verdadeira comida regional. Além disso, um viajante está disposto a cozinhar de vez em quando, o que também o ajuda a poupar dinheiro. Não é necessário abdicar do conforto, mas às vezes o luxo pode ser dispensado para que a experiência se torne mais genuína.

Usar os transportes públicos também é uma forma de conhecer muito melhor o dia-a-dia das pessoas, além de ser uma maneira muito mais ativa e divertida de explorar as cidades. É verdade que nem sempre é ideal viajar em pé num autocarro em dias quentes ou encontrar lugar num metro cheio de gente, mas um viajante consegue reconhecer as vantagens e, em adição, esta é uma alternativa mais sustentável.  Ao utilizarem transportes privados, os turistas acabam por ficar um pouco à margem do que realmente se passa na região e, mais uma vez, observam tudo do longe.

Naturalmente, toda a gente planeia as suas viagens, mas o viajante deixa sempre espaço para o improviso. Por vezes, pode fazer sentido prolongar a estadia para desfrutar verdadeiramente de um local ou simplesmente alterar os planos face ao clima, por exemplo, ou para participar numa atividade inesperada e que até pode ter resultado de um convite de alguém que acabou de conhecer. O que importa é aproveitar verdadeiramente cada momento da tua estadia e não apenas deixar check marks nos sítios por onde passaste porque viajar não é uma corrida. Neste sentido, um viajante é prático e leva consigo apenas a bagagem necessária que lhe permita estar disponível para quaisquer alterações ou imprevistos.

Para finalizar, é importante relembrar a importância de deixares que um lugar te marque, mas de não deixares a tua marca nesse lugar. O património histórico, natural e cultural é um dos bens mais preciosos de cada país e, quando tens o privilégio de o conhecer, deves fazer tudo o que está ao teu alcance para que este seja preservado. Por vezes, os turistas fazem tudo por uma fotografia que comprove a sua visita a um determinado local, desde compactuar com maus tratos a animais até danificar a natureza e monumentos ou perturbar a vida normal das comunidades. Um viajante consciente age em conformidade com a cultura de cada país e mantém uma postura que prima pelo respeito perante o seu património.

O que distingue um turista de um viajante é a motivação por detrás de viajar e só depende de cada pessoa definir a sua. O primeiro passo para te tornares num verdadeiro viajante pode simplesmente ser recorrer a agências que não são generalistas e que promovem a aventura, curiosidade e, acima de tudo, a sustentabilidade.

Artigo escrito pela equipa da Landescape.