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Viajar depois dos 70!

Com o contributo da viajante Ilda Pires

  1. Com que idade começaste a viajar?

Com que idade comecei a viajar? Nem sei bem. Embora tivesse havido uma ou outra viagem antes, viajar propriamente dito e de uma forma mais regular, foi a partir dos meus 50 anos.

 

  1. São poucas as pessoas que com a tua idade continuam a aventurar-se pelo mundo. Com 81 anos, qual é a tua principal motivação para continuares a viajar?

Motivação? Descobrir o mundo, contemplar e admirar a sua beleza. Compadecer-me também com as suas misérias. Conhecer pessoas e culturas diferentes, enriquecer-me!

 

  1. Alguma vez sentiste que a idade fosse um obstáculo para usufruíres de um destino ao máximo?

Tenho a sorte de ser bastante saudável. Talvez por isso, até hoje, nunca senti as limitações da idade.

 

  1. O que te levou a optares por viajar com agências como a Landescape em detrimento de outros modelos de agência?

A partir de certa altura fui percebendo que as viagens com grandes grupos, as chamadas viagens turísticas, em que apenas vemos as coisas mas não as vivemos, me deixavam insatisfeita. Não era aquilo que eu queria. Então, um pouco por acaso, descobri as agências de viagens de aventura e decidi experimentar. Foi uma descoberta que me agarrou em pleno. Pequenos grupos, onde se vive de uma forma muito familiar e próxima; líderes competentes e conhecedores dos locais que visitamos; o contacto próximo com as pessoas dos países visitados, fizeram com que me decidisse, sem reservas, por este tipo de viagens.

© Francisco Agostinho | Fotografia captada em Petra, na Jordânia

 

  1. Sentes que viajar em grupo e com um líder experiente no país, como acontece na Landescape, é uma segurança sobretudo para pessoas um pouco mais maduras?

Creio que já respondi no tópico em cima, mas reforço a afirmação. Todos os líderes com quem viajei me ofereceram confiança e me deram segurança.

 

  1. Qual foi, para ti, o maior desafio enfrentado na viagem que fizeste pela Jordânia com a Landescape?

Foi, sem dúvida, a subida aos pontos mais altos de Petra e de Wadi Rum.

 

  1. São inúmeras as desculpas que as pessoas arranjam para si próprias para evitar saírem da zona de conforto. Que conselho gostarias de dar a esses que optam por ficar em casa?

Não gosto de dar conselhos. Para viagens destas é necessário espírito de aventura. E isso, ou se tem, ou não se tem. Eu dir-lhes-ia apenas que experimentem, se tiverem abertura de mente e coragem para isso.

 

  1. A tua próxima aventura com a Landescape é no Irão. Quais são as tuas expectativas para esta viagem?

Viajo sempre sem expectativas, com a mente e o espírito abertos ao que vier. Aliás, nem faço grandes investigações sobre os países que visito, antes da viagem. Gosto de me deixar surpreender.

© Francisco Agostinho

 

  1. Qual é o destino de sonho que ainda não visitaste?

Neste momento, todos os sonhos que trazia comigo desde bem jovem, foram realizados. Agora, olho para o que as agências me apresentam e ouço o meu coração.

 

  1. Qual a melhor memória que guardas de uma viagem?

A melhor memória? A chegada, depois de cinco dias de caminhada, aos 4.120 metros de altitude, nos Annapurna, quando já tinha 74 anos. Foi, sem dúvida um momento de emoção indescritível, que guardo no meu coração com gratidão por quem me acompanhou até lá.

 

  1. Viajar é uma forma de aprender grandes lições de vida. Sentes que explorar novos destinos te ajudou a ver o mundo de forma diferente?

Para mim, cada viagem é repleta de aprendizagens. Com as pessoas sempre lindas com quem viajo. Com os contactos com outras pessoas e outras culturas. Com a descoberta de toda a beleza do mundo… Por isso, sim, creio que vou vendo o mundo e as pessoas de uma forma nova, sempre mais tolerante e amiga.

 

  1. Para terminar, e desde já um enorme obrigado por aceitares a partilha desta conversa no nosso blogue, o que significa para ti viajar?

Para mim, viajar significa conhecer, explorar, descobrir novos mundos, novas pessoas, novas realidades. Maravilhar-me, e às vezes compadecer-me.