1. Como nasceu a vontade de subir ao Mera Peak, no Nepal?
Não encarei esta viagem como um sonho, propriamente dito, mas antes como um desafio que aceitei. No Nepal, já tinha feito o Campo Base do Annapurna e o Campo Base do Evereste. Faltava-me este!
2. Nesta viagem ao Mera Peak tiveste o Jorge Beleza como líder da experiência. Para ti, que já tinhas subido ao Kilimanjaro na companhia dele, o que podes dizer da sua performance?
O Jorge é uma pessoa calma, eficiente, observadora e atenta permitindo que o caminho se realize sem sobressaltos. Como já tinha a experiência do Kilimanjaro com ele estava confiante com o seu trabalho e acho, honestamente, que o Jorge levará a bom termo qualquer ascensão ao Mera.
3. Partilhaste connosco que a chegada ao cume foi marcada por três momentos: a fase da morte, a fase moribunda e a fase do renascimento. O que sentiste em cada uma deles? É sempre assim nestas expedições?
A subida depois dos 5.000 metros e, especialmente, quando entramos na parte da neve foi difícil para mim. Muito íngreme, não estava à espera de muita dificuldade até ao High Camp, a 5.900 metros, no entanto, cheguei já muito cansada lá, com a agravante de que não dormi nas horas entre o jantar e o “despertar” para a subida ao cume. Foi tudo a somar ao cansaço. Quando cheguei ao topo (felizmente empurrada pelo Jorge), literalmente atirei-me para o chão (considero essa a fase da morte), depois sentei-me (a fase moribunda) e finalmente levantei-me para as fotos da praxe, numa espécie de renascimento. Tudo isto em poucos minutos.
Nas expedições anteriores não senti nada disto, fiz tudo com bastante facilidade, incluindo o Kilimanjaro, já que as outras são francamente mais baixas. Não estou a dizer que não me canso, mas recupero facilmente.
Conheço a CÉU ela é sogra da minha filha e admiro muito as suas aventuras.
Muitos parabéns a ela e todos que participaram da expedição.
Muito obrigado pelas palavras, Aguinaldo. Esta foi, de facto, uma enorme aventura da Céu! Um abraço