Explorar o Mundo com a família Landescape

Nesta coleção de 50 experiências de viagem únicas e fascinantes de todo o mundo, trazemos hoje o relato de Marta Brito Cruz, natural de Lisboa e bancária de profissão. Com 49 anos, considera-se uma viajante compulsiva e desde 2021 que vem carimbando o passaporte com a Landescape. Já lá vão sete países, em cinco viagens lideradas. Vamos acompanhar a partilha de algumas das suas histórias de viagem?

Lembramos que esta colecção não é uma bucket list com o que deves ou não fazer antes de morrer, nem um ranking dos países que não podes perder. Esta é antes uma coleção de histórias de viagem daqueles que escolheram partir à descoberta do Mundo com a Landescape, de coração e braços abertos para aceitar a diferença. As experiências vividas na primeira pessoa pelos nossos viajantes, intrépidos aventureiros que se deixam guiar pela emoção de conhecer novas culturas e novos sabores de cada gastronomia, pessoas curiosas em conhecer os locais e as comunidades que habitam neste grande e maravilhoso planeta.

“A Landescape foi a primeira agência de viagens de aventura com a qual viajei e, como se costuma dizer, não há amor como o primeiro, claro (risos).

Sou viajante assídua desde que me lembro de ser gente. A minha primeira aventura convosco foi ao Peru, logo após o Covid, e viajei com o João Gonçalo Fonseca como líder…sim, o grande João. Foi uma viagem incrível, não só pelo país que é maravilhoso com tanto, mas tanto para nos oferecer, do mais diversificado que possamos imaginar e com um povo surpreendente. Mas também porque, nesta viagem em particular, o João foi, sem dúvida, o factor diferenciador. Quem se identificar com “malucos saudáveis” não pode deixar de ir com ele,  ele tem a capacidade de tornar qualquer experiência maravilhosa. 

Estive de seguida no Sri Lanka com o Rafael Polónia. Um país que não me arrebatou tanto, pessoalmente, mas que não deixou de ser uma viagem espetacular e mais um check na caderneta (risos). Daí, segui viagem em direção à Guatemala com o Diogo Tavares e se há viagem que teve emoção e muitos percalços posso dizer que foi esta. Hoje lembro a experiência com saudade, muita saudade, principalmente porque me safei de tudo! De todas as viagens que fiz, esta foi, sem dúvida, a mais exigente fisicamente, sobretudo porque não treino, não faço nada. Mas, prova superada 🙌

A viagem começou logo com o desafio da subida ao vulcão Acatenango. E até que correu bem, devo dizer. Ao fim de 1.000 horas, pelo menos foi essa a sensação que tive, lá chegámos ao topo e é uma adrenalina imensa ouvir as explosões do vulcão Fuego, ali tão perto. Que experiência! Entretanto chegamos ao acampamento, vimos que o tempo estava bom e (por nossa decisão e como complemento ao programa) decidimos quase todos continuar a caminhada de forma a meter mesmo o dedinho na lava. Ora depois de umas 6 horas a subir, ir agora descer a pique e subir novamente até ao local das erupções e depois ter de voltar novamente para o acampamento, meu Deus! Morri e ressuscitei 50 vezes. Tivemos azar que começou a cair uma tempestade e à chegada ao topo, a visão era zero. Só clarões de lava, cinza no ar, chuva e vento portanto… toca a voltar de imediato e é aí que constato, voilá… onde está a força nas pernas para voltar? Pela primeira vez na vida, tive de usar o poder da mente para comandar o corpo e conseguir chegar de novo ao acampamento. Foi uma aventura e tanto, meu Deus! Mas, estou em crer, que se fosse hoje faria tudo novamente e talvez tivesse mais sorte com o tempo desta vez (risos).

Ainda na Guatemala, quando fomos para o Parque Nacional Yaxha-Nakum-Naranjo, nova aventura. O grupo seguiu em 2 jipes de caixa aberta e como eu tenho sempre sorte, no jipe onde eu ia, literalmente, uma das rodas saltou fora. Desprendeu-se! Resultado: toca a ir a pé até o problema ficar resolvido. O tempo foi passando e quando finalmente tivemos outra vez os 2 jipes prontos a seguir caminho, achei melhor mudar de viatura. Errado! Estava ao lado do condutor do segundo jipe que, a dada altura do percurso, ficou literalmente com a manete das mudanças na mão, portanto aquele jipe morreu! Entre gargalhadas, vimos os nossos companheiros seguirem em frente pelo que nada mais nos restava que umas horas de caminhada a pé. Confesso que por esta altura já rogava pragas a toda a gente, mas sempre com o espírito em altas. Entretanto, mais uma tempestade. Um furacão qualquer do qual já nem me lembro o nome, mas que obrigou ao encerramento do parque, connosco lá dentro. Dividimos o grupo, uma vez que já não dava para todos irem de jipe até ao acampamento e, então, sempre com o espírito de grupo presente, os mais resistentes foram a pé e deixaram os mais cansados ir de carro. Preparamos comida quentinha e agasalhos para os resistentes que vieram mais horas a pé no meio da tempestade e no fim fizemos a festa todos juntos. Amei esta viagem e, a verdade, é que todos estes contratempos acabaram por enriquecer a experiência e torná-la inesquecível!

Mais experiências com a Landescape: Camboja, Laos e Vietname com a Gabel Oliveira e a Patrícia Carvalho. Mais um must see, mais outra viagem espetacular, bastante mais tranquila a nível físico. Tenho um episódio giro com a Gabel em Tam Coc, já de noite, em que íamos a regressar para o hotel e, ao longe, avistei uma festa a acontecer do outro lado do rio. Virei-me para ela em tom de desafio e perguntei: “Bora para a festa?”, ao que ela me respondeu: “Mas é longe!”. E eu ripostei com um “Qual longe qual carapuça! Se tivesse aqui o João Fonseca já estávamos a pegar num barco destes a remos e a ir para lá!”. Julgo que a espicacei com esta afirmação porque ela vira-se para mim e diz: “Olha que vamos!” . E a verdade é que fomos mesmo. O que nos rimos as duas, perdidas no meio do rio, a tentar levar o barco para a outra margem. Fizemos, inclusivamente, um vídeo para o João e lá fomos nós. Alcançamos a outra margem e, por conseguinte, a festa. No regresso, viemos de boleia numa motinha as duas, com um local, e foi só top! Em resumo, quando tens espírito, boas vibes e grupos maravilhosos corre sempre tudo bem e ficamos sempre com tantas e tão boas recordações ❤️

“Quando escrevi este artigo estava quase de partida para a Costa Rica, para mais uma aventura, desta vez com a Ana Mano, mas sobre essa viagem falarei noutra oportunidade. Posso dizer que graças à Landescape tenho feito grandes e bons amigos, dentro dos grupos com quem já viajei Para além disso, considero a equipa da agência como parte da minha família, porque felizmente já tive a oportunidade de viajar com muitos líderes da equipa, conheço a equipa de backoffice de apoio à viagem, e mesmo alguns líderes com quem ainda não viajei e posso afirmar, sem pudor, que são todos incríveis. Recomendo a qualquer pessoa que embarque sem medos, sozinho ou acompanhado, desde que com espírito aberto e vontade de explorar o mundo. Se assim for, tenho a certeza de que será perfeito!”

1 Comentário

  1. rosa alDina valente 15 Março 2025 (13:42)

    Aventura, paixão, adrenalina, alegria e uma pitada de loucura, tudo bem misturado dá um cocktail extraordinário que representa muito bem aquilo que tu és como viajante. Bonita e sentida partilha! Bjinho Marta

    Responder a rosa alDina valente

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