Sri Lanka, um sorriso vale mais do que mil palavras

Nesta coleção de 50 experiências de viagem únicas e fascinantes de todo o mundo, trazemos hoje o relato de Hugo Costa, mestrando em Gestão e Planeamento em Turismo pela Universidade de Aveiro, e que, pela primeira vez, embarcou numa viagem cultural e de aventura com a Landescape rumo ao Sri Lanka. Com apenas 22 anos, Hugo confessa-se um apaixonado pela aviação, folclore e aprendizagem de línguas estrangeiras, sendo fluente em inglês, francês e espanhol, mas atualmente a aprender italiano e mandarim.

Lembramos que esta colecção não é uma bucket list com o que deves ou não fazer antes de morrer, nem um ranking dos países que não podes perder. Esta é antes uma coleção de histórias de viagem daqueles que escolheram partir à descoberta do Mundo com a Landescape, de coração e braços abertos para aceitar a diferença. As experiências vividas na primeira pessoa pelos nossos viajantes, intrépidos aventureiros que se deixam guiar pela emoção de conhecer novas culturas e novos sabores de cada gastronomia, pessoas curiosas em conhecer os locais e as comunidades que habitam neste grande e maravilhoso planeta.

“Há oportunidades que nos surgem na vida de forma inesperada, mas que devemos aceitar e agarrá-las com muita força. A minha viagem ao Sri Lanka, no passado mês de abril, com a Landescape, foi bastante espontânea, visto que estou mais do que habituado a viajar sozinho para todo o lado, mas surpreendeu-me pela positiva, devido a uma combinação de fatores distintos, nomeadamente os locais daquela ilha.

Sempre dispostos a ajudar, os habitantes do Sri Lanka demonstraram ser hospitaleiros e humildes, sempre com um sorriso lindo na cara, que vale mais do que mil palavras. O contacto direto que tive com eles, através do líder de viagens que funciona, de certa forma, como um mediador cultural, ajudou-me a perceber melhor os seus modos de vida, tradições, rotinas, permitindo-me imergir na cultura “viva” do país. Condutores, guias locais, devotos nos templos, vendedores de rua ou simples pessoas a deambular na rua ofereceram-me uma bagagem cultural incrível, muito maior que a pequena mochila que carreguei às costas durante estas duas semanas.

Se tivesse de nomear um momento que me fascinou particularmente, destacaria uma cerimónia hindu num templo da cidade religiosa de Kataragama, uma espécie de Fátima lá do sítio. Por natureza, já sou particularmente interessado em património cultural imaterial, mas esta puja foi uma coisa de outro mundo. Aguardamos imenso para entrar no templo, e quando entramos este encheu-se de locais, prontos a adorar as suas divindades. E nós, estrangeiros, tentamos passar despercebidos num cantinho, mas fomos abordados pelos residentes que queriam que nós tivéssemos uma participação ativa no ritual, e assim foi. Deixamos de ser meros observadores para viver aquele momento de forma ativa, intensa e genuína, tal como eles. Tocamos os sinos com toda a força que tínhamos naquele momento, e o que é certo é que saímos daquele complexo com os ouvidos a chiar. No entanto, valeu a pena, pois cá fora os locais esperavam-nos com uma espécie de arroz-doce e muita fruta. Ainda que não fôssemos crentes, a partilha faz parte da essência deles, e isso fez-me refletir muito sobre aquilo que realmente importa nesta vida.

Estou seguro de que se não tivesse tido estes momentos de interação com o povo local, a viagem não teria sido a mesma, por muito bonitas que as vistas das montanhas sejam, por muito quente que seja a água do mar das Laquedivas, ou por muito bom que o grupo de viajantes tenha sido. A essência de um destino são as gentes que lá habitam.”

Sabe mais sobre a próxima edição da viagem ao Sri Lanka de 7 a 20 de Dezembro 2026. Contamos contigo nesta aventura?

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