Uma das consequências diretas da evolução humana foi o afastamento da sociedade face à natureza. A criação de grandes centros urbanos, densamente populados e sem áreas verdes; o domínio da tecnologia em detrimento das atividades manuais, com um impacto consideravelmente maior no território; as necessidades crescentes de consumo alimentar que decorrem do aumento da população mundial e promovem a exploração dos nossos recursos, muitas vezes de forma ilegal e indescriminada; fez com que progressivamente o ser humano se afastasse da sua matriz, relegando para o período de férias ou para pequenas escapadinhas ao longo do ano esse reencontro com a natureza. Um reencontro absolutamente necessário à nossa saúde física e mental, diga-se!
A necessidade de estarmos em contacto com a natureza
Talvez seja esta necessidade a razão por trás de algumas pessoas comprarem ou capturarem animais selvagens para criá-los como animais de estimação, o que implica retirá-los do seu habitat e sujeitá-los a um ecossistema que não é o seu. Na minha opinião, esta forma de cativeiro, absolutamente condenável, é um acto de puro egoísmo e promove um mercado negro de práticas muito duvidáveis onde o único objectivo é lucrar. Do mesmo modo, pode ser essa a motivação para a procura de experiências de lazer e viagens que possibilitem algum contato com a fauna. Mas será que isso é bom? Depende! Quando visitamos um parque nacional ou uma reserva protegida, por exemplo, contactamos de perto com os animais no seu ambiente natural, livres, e cumprindo o seu papel na natureza. Está tudo certo aí porque somos meros observadores e o nosso impacto no ecossistema é reduzido. Se formos adeptos de birdwatching, numa outra perspectiva, é possível tomarmos contacto com algumas dessas espécies sem sequer sair da cidade, e também aqui o nosso impacto é praticamente inexistente.









