O dia-a-dia na nossa Subida ao Kilimanjaro

Gostavas de conhecer, em detalhe, cada uma das etapas da nossa Subida ao Kilimanjaro? Se sim, este artigo do nosso Diário de Bordo foi feito a pensar em ti. Com base nos registos da primeira edição desta viagem, que decorreu em Fevereiro de 2026, na companhia do líder da Landescape Jorge Beleza, traçámos um retrato minucioso de cada um dos nossos dias em solo africano. Variações na dificuldade e no ritmo da caminhada, alterações nos ecossistemas, alimentação e alojamento: estes são alguns dos tópicos que exploramos a partir dos registos do grupo.

Dia 1 – Chegada a Moshi

Chegamos à Tanzânia! Neste primeiro dia, em Moshi, vais poder ter um primeiro contacto com o país e com a cultura local. Vamos reunir-nos, também, para debater questões relacionadas com os equipamentos, percurso, alimentação, ritmo de caminhada e eventuais sintomas associados à altitude. Faremos, ainda, a nossa primeira refeição em conjunto num hotel com vista para o Kilimanjaro, antecipando o que nos espera nos dias que se seguem.

Fotografia de Jorge Beleza

Fotografia de Jorge Beleza

Dia 2 – Mti Mkubwa (2780m)

O primeiro dia de caminhada leva-nos através da floresta montana do Kilimanjaro, um ambiente verde e exuberante onde a natureza se faz sentir a cada passo. O trilho é agradável e envolvente, com a vegetação densa a criar uma atmosfera fresca e tranquila. Por norma, a temperatura deixa-nos muito confortáveis e, ao longo do percurso, é comum ouvir e observar a grande diversidade de vida da floresta, de aves a pequenos animais, como os macacos colobus. É um início de aventura calmo, perfeito para entrar no ritmo da montanha.

Fotografia de Inês Amaral

Fotografia de Mário Franco

Dia 3 – Planalto de Shira (3600m)

Deixamos gradualmente a floresta para trás e entramos numa paisagem diferente, agora dominada pela charneca de altitude. A vegetação torna-se mais baixa e o horizonte começa a abrir-se, revelando a dimensão da montanha e a mudança clara de ambiente. O trilho leva-nos até ao Shira Camp, onde terminamos a etapa. Ao final do dia, e se o tempo permitir, temos vistas amplas e desafogadas para o Kibo, o grande cone do Kilimanjaro e o nosso objetivo nos próximos dias.

Fotografia de Inês Amaral

Fotografia de Inês Amaral

Dia 4 – Moir Hut (4200m)

Entramos na zona de deserto alpino do Kilimanjaro, uma paisagem mais árida e aberta, onde a vegetação é escassa e o ambiente se torna cada vez mais austero. A paisagem é muitas vezes descrita como lunar, com espaços amplos e uma sensação de isolamento que realça a grandiosidade da montanha. Estes são dias muito importantes para uma boa aclimatação à altitude. Por isso, caminhamos de forma progressiva e ao nosso ritmo. Estamos na vertente norte do Kilimanjaro, uma zona menos frequentada da montanha, o que torna a experiência ainda mais tranquila e especial.

Fotografia de Mário Franco

Fotografia de Mário Franco

Fotografia de Mário Franco

Dia 5 – Pofu Camp (4020m)

Continuamos a travessia pela vertente norte do Kilimanjaro. Percorremos o planalto de altitude, onde a sensação de isolamento é marcante. Progredimos gradualmente, pensando na adaptação do nosso corpo. Com o Kibo cada vez mais presente no horizonte, definimos um local para o nosso acampamento. À noite, o céu revela-se com uma qualidade de estrelas difícil de observar noutros lugares. Dormimos em tendas de alta montanha, que nos garantem conforto e proteção contra o vento e o frio.

Fotografia de Mário Franco

Fotografia de Jorge Beleza

O que é a KPAP e por que motivo é importante?

A certificação KPAP garante que esta equipa de carregadores trabalha com dignidade:

•⁠ ⁠Remuneração: Pagamento de um salário justo e direto
•⁠ Alimentação: Três refeições quentes diárias
•⁠ ⁠Bem-estar: Boas condições de dormida, limites estritos de carga e equipamento técnico adequado

Ao viajares connosco, garantimos que a tua ascensão
respeita quem a torna possível.

Dia 6 – Third Cave (3936m)

Espera-nos uma etapa mais curta, pensada sobretudo para favorecer a aclimatação. Atravessamos o Buffalo Ridge, caminhando sempre em ritmo pole pole, devagar e de forma constante. A meio da tarde, alcançamos o acampamento Third Cave, onde teremos tempo para descansar e recuperar para os dias decisivos que se aproximam. A tenda messe é o coração do acampamento, onde fazemos três refeições quentes por dia, saboreando a deliciosa comida swahili e partilhando experiências da caminhada.

Fotografia de Jorge Beleza

Fotografia de Jorge Beleza

Dia 7 – School Hut (4800m)

Chegamos ao último acampamento antes da tentativa de ascensão ao cume. O ambiente é de expectativa e concentração. Já no acampamento, teremos algumas horas para descansar, jantar cedo e preparar o equipamento. A subida final inicia-se por volta da meia-noite. Seguimos prontos e sobretudo unidos, rumo a este objetivo comum.

Fotografia de Inês Amaral

Dia 8 – Uhuru Peak (5895m)

Na aproximação ao Kibo, o ponto mais alto da montanha, sentimos mais intensamente o efeito da altitude. Sendo um momento de esforço e superação, a recompensa chega com o nascer do sol, que ilumina as savanas do Quénia e da Tanzânia. A chegada ao cume signfica a concretização de um dos grandes objetivos da nossa aventura: estar no Teto de África. A emoção é enorme, mas a caminhada segue atenta e determinada, rumo ao acampamento onde passaremos a noite.

Fotografia de Jorge Beleza

Fotografia de Jorge Beleza

Fotografia de Mário Franco

Dias 9 e 10 – Mweka Gate (1630m) / Moshi – Voo de regresso

Nos momentos finais da aventura, regressamos calmamente à civilização, percorrendo novamente a floresta tropical do Kilimanjaro. A vegetação mostra-se ainda mais exuberante, envolvendo-nos nos sons intensos da floresta. No dia seguinte, depois de nos despedirmos da montanha, é tempo de uma noite de descanso merecida no hotel em Moshi. Conforme o horário do voo, podes fazer algumas compras de última hora ou visitar um mercado local. Chega a hora da despedida. Partimos com as memórias do cume, das paisagens deslumbrantes e da superação de cada passo na montanha. O Kilimanjaro fica para trás, mas a experiência e as emoções permanecem connosco para sempre.

Fotografia de Inês Amaral

Fotografia de Mário Franco

Se gostavas de integrar um dos nossos grupos na Subida ao Kilimanjaro, lembramos que a próxima edição decorre de 21 a 30 de Julho.

Agradecemos a todas as pessoas que caminharam ao nosso lado nesta 1ª edição da Subida ao Kilimanjaro e que gentilmente nos cederam os seus registos fotográficos. Este Diário de Bordo também é uma prova da sua resiliência, companheirismo e espírito de aventura.

2 Comentários

  1. Mário Franco 8 Abril 2026 (12:39)

    Agradeço à Landescape e a toda a equipa de apoio por esta viagem aventura fantástica. Foi uma experiência com mistura de emoções, que vão de agradecimentoagradecimento, alegria, excelente espirito de camaradagem e entreajuda, passando por momentos de dúvida desafiantes, receio. Para mim foi um teste aos meus limites fisicos e psicológicos, que estou muito grato por ter conseguido ultrapassar.

    Um abraço para todo o grupo !!!

    Responder a Mário Franco
    • Francisco Silva Comunicação Interna e Externa 8 Abril 2026 (15:32)

      Olá, Mário. Muito obrigado pelo teu belo testemunho. Foi um gosto enorme ter-te connosco nesta aventura. Sem dúvida uma jornada que vamos guardar para sempre na nossa memória! Que venham muitas mais. Um abraço

      Responder a Francisco Silva

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