O Sri Lanka foi durante longos anos um território de disputa colonial. A sua localização estratégica e a riqueza que albergava motivaram a cobiça de vários impérios europeus em expansão. Portugal não foi exceção. A presença lusa no Sri Lanka tem motivado inúmeros artigos científicos que se debruçam tanto nas tentativas de colonização sui generis deste território, como na complexa rede comercial em torno da canela. A “Taprobana” de Camões, como é referida n’Os Lusíadas, tem sido investigada a fundo por Hugo Cardoso, da Universidade de Lisboa, docente responsável pelo projeto “Documentation of Sri Lanka Portuguese”. Entre os seus principais objetivos, encontramos a criação de um perfil da língua portuguesa nesta zona da Ásia e um levantamento da música e das danças portuguesas presentes na cultura do país.
Este pesado legado colonial ainda se reflete nos apelidos da população do Sri Lanka. Perera, Fernandes, Sousa, Silva ou Fonseca são alguns dos nomes mais comuns entre os “burghers”, uma comunidade de ascendência portuguesa que ainda preserva um crioulo de raiz lusa e que se concentra, sobretudo, nas cidades de Batticaloa e Trincomalee, na Província Oriental. A Baila, uma música popular desta região, é uma das marcas da presença portuguesa no Sri Lanka.




