Mas mais do que a paisagem, é muitas vezes o encontro com as pessoas que deixa marcas duradouras. Interessa-me profundamente a forma como as comunidades mais remotas vivem em harmonia com a natureza — com simplicidade, resiliência e sabedoria. Gosto de me aproximar dessas culturas, ouvir as suas histórias, partilhar momentos à volta do fogo ou de uma refeição. Há um mundo inteiro que se revela nos gestos e nos silêncios de quem vive longe do ruído.
Nos últimos anos, tenho aliado este gosto pela exploração com o prazer profundo de partilhar os grandes espaços naturais com outros viajantes. Já liderei grupos nos quatro cantos do mundo: das montanhas intocadas do Quirguistão às paisagens cruas da Patagónia e da Gronelândia, passando pela subida ao ponto mais alto de África — o imponente Kilimanjaro.