Sílvia Mota

Líder de Viagem

Viajo como forma de devoção, procuro lugares na Natureza como quem procura um lugar para praticar a sua fé.

Sou movida pela curiosidade e pela aventura e, por essa razão, decidi há uns anos ir viver para o Médio Oriente. Rapidamente percebi que estar rodeada de culturas diferentes alimentava a minha sede pelo desconhecido e percebi que queria interpretar todos os lugares com a curiosidade de um visitante, quer fosse na vila mais próxima do lugar onde cresci ou no meio dos Himalaias.

Tornei-me hospedeira de bordo, e cada vez que sobrevoava uma cordilheira montanhosa ficava a imaginar como seria a paisagem vista de lá e como seria a vida das pessoas que viviam naqueles templos de Natureza, onde as condições são hostis mas a imprevisibilidade nos recorda do aqui e do agora. Segui o meu instinto e virei-me para as travessias de alta montanha, o que me levou a subir ao ponto mais alto do Kilimanjaro, em África. Nada como subir montanhas para pôr as coisas em perspectiva e para entender a pequenez do ser humano. Assim que surgiu a oportunidade fui passar uma temporada ao Nepal – essas montanhas que tanto me alimentam a alma – fiz travessias, subi cumes, participei em projectos escolares e vivi intensamente esta cultura que sempre me fez sentir em casa.

Dessa passei para outras, e ao dia de hoje continuo no processo de aventura, sempre em busca da próxima. Todos os lugares têm alma, e para mim, a forma de a captar é deixar que os lugares me transformem como humana. Interagir com os locais, provar a sua comida, entender as suas rotinas, interpretar os idiomas, ouvir as suas músicas.

Hoje junto-me à Landescape para liderar grupos de viajantes por alguns dos territórios que mais me marcaram ao longo da minha história. Curiosos com o que aí vem?

Destinos liderados por Sílvia Mota

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