Depois de ter sofrido um acidente de mota no dia 1 de abril de 2017, quando fazia o reconhecimento do percurso para uma prova de BTT e isso o ter quase levado a uma cadeira de rodas, Pedro Bento recuperou, fisicamente e psicologicamente, e partiu para aquela que foi a maior aventura da sua vida: pedalar durante 11 dias entre a capital do Nepal, Katmandu, e o acampamento base do monte Everest, localizado a 5364 metros de altitude, tendo sido o primeiro português e o segundo no mundo a consegui-lo.
Transformou a odisseia num documentário e numa ação humanitária que resultou na recolha de 3330 euros para assegurar 10.000 refeições a crianças nepalesas desfavorecidas. Na altura, o atleta assinalou os desafios desta viagem, que incluiu muitas “dificuldades, frio e sofrimento”, como por exemplo o facto de ter de transportar a bicicleta às costas “sobre pedras, escadas em rochas, pontes suspensas e caminhos intransitáveis para bicicleta” em mais de 150 quilómetros. A doença da altitude, que o atingiu nos últimos dias, provocou “dores de cabeça, vómitos, dores no corpo, perda de apetite”, mas acabou por concluir o restante percurso, tendo depois sido transportado para o hospital de Katmandu, devido ao estado frágil em que se encontrava.
O seu projeto, Bakonbike, de “aventuras humanitárias”, visa, com as angariações de donativos, apoiar este tipo de projetos.

