O nosso vitral é o primeiro ponto de contacto com a comunidade e um convite que lançamos a quem por aqui passa para que se aventure e participe na nossa atividade regular. Depois dos projetos de Túlio Tomaz e de Rita Dias, acolhemos agora uma proposta de Miguel De, artista multidisciplinar que trabalha com fotografia, escrita, música e vídeo.

Sobre
Miguel De (Ovar, 1992) concluiu um mestrado em Fotografia na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa (2022) e uma licenciatura em Cinema e Audiovisual na ESAP (2013). Vive em Braga.
O seu trabalho desenvolve-se na interseção entre a experiência queer e a melancolia, relação marcada por temas como o estigma, a representação e, mais recentemente, um interesse particular pela identidade nacional portuguesa e pela sua mitologia.
Publicou, em 2021, o livro “conhecer um corpo”, tendo já exibido o seu trabalho fotográfico e de vídeo em Lisboa, Porto e Braga. Além do seu trabalho visual, integra também o Circo Caótico, com Daniel Seabra e Mafalda Gonçalves, em que é responsável pelo design musical e sonoro das performances coletivas. Colabora, ainda, com a BANQUETE – associação dedicada à criação e investigação em artes.
Com uma duração estimada de 60 minutos, esta sessão dupla decorrerá no Lugar ∙ Landescape, em Ovar, dia 14 de março, a partir das 21h30. A inscrição é obrigatória através do email lugar@landescape.pt ou por mensagem privada.


O Lugar Comum é uma nova etapa na programação da Landescape que, a partir da ideia lançada por uma das nossas viajantes, abre o palco à conversa sobre viagens, tendo como ator ou atriz principal a própria pessoa que connosco embarcou numa aventura. A ideia é que seja a partilha de um destino que a tenha marcado, fazendo também um convite a quem também o conhece para, em conjunto e de uma forma muito informal, conversar sobre a cultura, as paisagens, os monumentos, as surpresas, a história e tudo aquilo que lhe ficou marcado na pele e na memória. Na terceira sessão do Lugar Comum, a convidada é Rosa Aldina, que partilhará connosco a sua experiência na Guatemala.
A Guatemala é sinónimo de uma síntese perfeita entre natureza e história. De uma beleza fora do comum, este país está pontilhado por planaltos vulcânicos, vales fluviais vibrantes e densas florestas tropicais, onde repousam, secretamente, inúmeros vestígios da civilização Maia. No seu território, uma forte identidade nacional confunde-se, a cada passo, com uma imensa mistura de tradições indígenas, conferindo ao país um encanto muito particular.
De Antigua, antiga capital do Império Espanhol, classificada como Património Mundial da Unesco, à magia do vulcão Acatenango. Do lago Atitlán, considerado um dos mais belos do mundo, até Semuc Champey, que não é menos do que uma manifestação absoluta de toda a exuberância da Mãe Natureza.
“Guatemala, “eterna primavera”: mais do que uma viagem, uma grata experiência de vida! Foram muitos os desafios – trekking em altitude e na selva; pernoitar em lugares “despidos”; lidar com os medos; sair da zona de conforto, enfim… desafios que acrescentaram intensidade e autenticidade a esta viagem. Abraço todos os que comigo viveram esta aventura!”

Sobre
Rosa Aldina, Dina para os amigos, é uma mulher dinâmica que tenta viver a vida por inteiro, consciente da sua finitude. Comunicativa, acérrima defensora dos direitos humanos, abraça com entusiasmo cada novo desafio e vive-o com entrega e dedicação. Ao longo da sua vida adulta, tentou sempre conciliar, por um lado o papel de mãe, de companheira e de professora, e por outro, o de cidadã, envolvendo-se em projetos e causas de caracter político/ social. Actualmente, já reformada, continua a viver o seu dia a dia de uma forma activa. Consumidora cultural, dedica–se ao Canto, à Música e à Dança – sonhos de menina que vai tentando realizar – e pratica regularmente actividades físicas – pilates, caminhada, corrida e trekking.
Há quatro anos atrás, fez a sua primeira grande viagem de aventura, a S. Tomé e Príncipe. A experiência vivida de proximidade com o povo e com a realidade envolvente, foi tão intensa que despertou em si, a vontade e a necessidade de conhecer outros e diferentes mundos, outras culturas, outras gentes, outras paisagens. Defensora de um turismo sustentável, um turismo de proximidade, com uma grande componente de aventura, viajar passou a ser uma nova paixão, um modo de vida presente. Ao lado da Landescape, (que já considera uma família) tem vivido – e quer continuar a viver – experiências únicas, muito marcantes e gratificantes.
“Viajar para além de ser um prazer, é uma grande experiência de vida, um acto de humanização!»