É possível passar férias com amigos sem estragar a amizade?

A revista semanal Notícias Magazine publicou há dias um artigo, assinado pela jornalista Catarina Silva, sobre os prós e contras de viajar com amigos. Para isso falou com vários especialistas na matéria, da área da psicologia aos profissionais do sector do turismo, e a Carina Silva, líder de viagens da Landescape nos roteiros à BolíviaChile e Jordânia, foi uma das entrevistadas, partilhando o seu conhecimento e experiência neste tema.

O ressonar, a desarrumação, o dividir contas, a escolha do restaurante. Quando passamos 24 horas juntos, há sempre fatores de fricção. Do orçamento ao itinerário, as viagens (dentro e fora do país) podem ultrapassar os limites até das amizades mais sólidas. Mas há dicas para evitar rupturas. Partilhamos contigo, de seguida, algumas dessas sugestões.

Sugestão 1

Quando vamos de viagem com alguém, estamos a dividir o tempo em permanência e, muitas vezes, também o espaço. São 24 sobre 24 horas, com a intensidade que uma viagem já tem, porque há muitos estímulos, novas comidas, novas culturas”, aponta Carina Silva, líder de viagens na Landescape.

Sugestão 2

“Já fui viajar com amigos e correu muito mal. Porque não temos formas de ver o Mundo iguais. E também já viajei com pessoas que não conhecia e que se tornaram amigas.”

Sugestão 3

“Muitas vezes, há relações que se estragam em viagem porque as pessoas não comunicam, vão acumulando o mal-estar até chegar o momento em que explodem”, alerta Carina. 

Sugestão 4

“O facto de ir num grupo de amigos não significa que estamos acorrentados”. Ou seja, não temos de estar sempre, sempre juntos. “Podemos fazer uma parte do programa em comum, mas, se quero fazer alguma coisa e ninguém mais quer, posso acordar mais cedo para o fazer e depois encontramo-nos mais tarde. Isso vai permitir que ninguém esteja pressionado a fazer o que não quer.”

Sugestão 5

No que toca a dividir contas, a líder de viagens sugere a aplicação “Splitwise”, onde basta introduzir o que cada pessoa vai pagando ao longo da viagem numa conta partilhada e, no final, a app gera o resultado de quem deve dinheiro a quem. Mas há outra dúvida que se levanta. Num jantar, dividir o total por todos ou cada um pagar a sua refeição? Se alguém quer ir a restaurantes mais caros e eu não posso, podemos chegar a um acordo. Vamos num dia a um mais caro, mas, em compensação, nos outros dias baixamos a fasquia. Isso pode ser ir a menos festas, ir a mais restaurantes de rua”, refere.

Sugestão 6

“As viagens têm a capacidade de nos fazer despir a personagem que assumimos no dia a dia. Tanto nos podem fazer perceber só que não resultamos a viajar juntos, como podem mexer com crenças e valores e aí ser fraturante”, assinala Carina. 

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