Rafael Polónia, fundador da Landescape em 2016, alerta que o tipo de viagens que a agência oferece pode não ser para todos. “Há pessoas que têm percebido que aquele estilo de resort e ‘tudo incluído’ não é interessante porque não conhecem os locais. [Estas] são viagens em que as pessoas se cansam, mas têm as memórias mais bonitas.”
A última viagem liderada por Rafael Polónia foi a Omã. Em fevereiro tinha visitado o país da Península Arábica para uma viagem de prospeção, o que acontece sempre que a agência adiciona um novo destino à sua coleção. Omã está no catálogo da Landescape para mais duas viagens em 2025; o site da agência descreve o destino como “provavelmente o maior segredo do Médio Oriente”.
Destinos como este, “o Cáucaso ou as Montanhas Malditas [da Albânia e Montenegro]” são “riscos” que a agência corre para motivar os potenciais viajantes a explorar mais, admite Rafael Polónia, “enquanto a Índia, o Irão, a Guatemala ou o Sudeste Asiático são destinos que sustentam a empresa e que esgotam quase sempre”. A Landescape tem disponíveis 64 viagens até novembro de 2025, 10 delas já esgotadas, que vão dos 1280 aos 3760 euros para estadias de duas semanas. O preço inclui todas as etapas da viagem a partir do aeroporto do destino, ficando voos e vistos a cargo do viajante (além de almoços e jantares). Joana Agostinho reconhece que o valor é elevado, mas nota que “vale muito a pena porque está tudo pensado por nós”.