Miguel Judas, jornalista e líder de viagens na Landescape a países como o Egito, o Uzbequistão ou a Itália, foi ao Irão pela primeira vez em 2017, a convite da agência e no papel de repórter da revista VISÃO. Confessa que chegou ao país cheio de preconceitos, mas o que encontrou por lá foi uma sociedade onde as pessoas vêm ter connosco. “Temos a mania de que somos hospitaleiros mas somos umas bestas comparados com eles” acrescenta, referindo ainda que voltou de lá com amigos com quem mantém ligação até ao dia de hoje.
Nesta entrevista ao podcast Fúria Épica, da CNN Portugal, fala do Irão que não cabe no regime, nem nas notícias: o dos bazares, dos poetas, das pontes onde se canta, das mulheres que forçaram mudanças, das ilhas do Golfo Pérsico, da memória portuguesa em Ormuz e de uma pergunta que a guerra torna íntima: o que acontece quando a guerra deixa de cair sobre nomes de cidades e passa a cair sobre ruas onde conhecemos gente?

