De Portimão a África: a história do algarvio que se tornou guia de safaris

Pedro Quirino nasceu perto do mar e cresceu a ouvir o som das ondas a bater na areia. Com a prancha de surf na mão e o fato colado ao corpo, aventurava-se pelas águas das praias algarvias sem imaginar que um dia iria mergulhar noutros mares, alguns deles a milhares de quilómetros de distância da cidade que o viu crescer.

Algarvio de gema, Pedro Quirino tem 39 anos e muitas histórias para contar. Saiu de Portimão aos 18 anos rumo a Lisboa para estudar arquitetura, uma paixão mais do pai do que propriamente sua. Os estudos levaram-no a fazer as malas e voar até Amesterdão, na Holanda, para fazer um estágio na área. Pouco depois, o destino levou-o para Copenhaga, na Dinamarca, onde esteve a trabalhar durante uns tempos.

Em ambos os países, Pedro veio a descobrir que os seus colegas estrangeiros pouco ou nada sabiam sobre os locais para praticar surf em Portugal que, pelos vistos, não faziam parte dos roteiros europeus. Para combater esse desconhecimento, o algarvio começou a mostrar aos colegas que o País é, na verdade, um dos melhores destinos do mundo para apanhar ondas.

Um safari mudou-lhe a vida…

Apaixonado por viagens desde que se lembra e com o sonho de conhecer o continente africano através de safaris, e quando a possibilidade surgiu nem quis acreditar. “Sempre me pareceu um sonho inatingível, aquelas ideias excêntricas que ficam só no imaginário. Quando surgiu a oportunidade, agarrei-a sem pensar duas vezes”, diz.

Em 2015 participou no safari que lhe abriu as portas para começar a trabalhar em África, numa altura em que se estava já a desligar do surf. Fez um safari de overlanding, uma viagem de camião auto-suficiente desde a África do Sul até às Cataratas de Vitória, no Zimbabwe, onde explorou locais remotos e interagiu com culturas diferentes.

Pouco depois de se juntar a esta aventura dos safaris, Pedro teve de tirar um curso de três meses na África do Sul, em 2018, na academia Eco Training para ter um certificado que lhe possibilitasse entrar em alguns parques naturais com pessoas sob a sua responsabilidade.

Foi das melhores experiências da minha vida. Três meses no mato sem eletricidade, sem telemóveis, onde aprendi tudo sobre as plantas, técnicas de sobrevivência, as pegadas…”, explica.

Juntou-se em 2019 à Landescape e hoje é o responsável por tornar real o sonho de qualquer viajante. Especializado em safaris de natureza e vida selvagem, organiza itinerários por toda a África, onde a aventura é garantida. De Moçambique e Zimbabué a um roteiro pela Namíbia, Botswana e Zâmbia, do Uganda e Ruanda à mais recente novidade deste ano: a viagem a Socotra, a misteriosa ilha esquecida no Índico abriu ao turismo pela primeira vez no final do ano passado.

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