O Manuel e as suas três paixões: viajar, fotografar e, claro, a companheira Isabel

Manuel Nogueira de Sousa, “Manel” para a família e amigos mais chegados, é o viajante frequente da Landescape que te damos a conhecer melhor.

Natural de Mozelos, em Santa Maria da Feira, atualmente com 72 anos e a residir em Ovar, Manuel confessa-se um apaixonado por fotografia e um ávido aventureiro que já carimbou cerca de 50 países no passaporte. Licenciado em Economia pela Faculdade de Economia do Porto, viaja habitualmente com a esposa, a Isabel, com quem está casado há mais de 50 anos e com a qual partilha não só o gosto pela descoberta de novas culturas, mas também o interesse pela música, desporto, leitura e jardinagem. Da relação de ambos nasceram três filhos, que por sua vez fizeram aumentar a descendência em seis netos.

Sempre gostou de viajar, admite, mas a reforma trouxe-lhes outro vagar para se ausentarem de casa por períodos mais longos. Assim, em 2013, começou a olhar para o globo com outra atenção, e também com outra frequência diga-se, na expectativa de eleger o próximo destino. De todas as viagens que fez aquela que guarda com mais carinho aconteceu em 2019, numa passagem por Singapura, Malásia e Tailândia (mais concretamente a ilha de Koh Lipe). Foi uma viagem totalmente programada pelo Manuel e pela esposa, em que se deixaram envolver com as comunidades locais, utilizando ao longo do percurso vários meios de transporte, a saber: avião, autocarro, comboio, táxi, barco e moto-táxi. Mas nem tudo são rosas e na sua lista de peripécias aquela que imediatamente lhe vem à memória aconteceu durante a viagem ao Sri Lanka e Maldivas. Estávamos em finais de Fevereiro, inícios de Março de 2020 e…não precisamos de dizer mais nada não é? A pandemia da Covid-19 apanhou-os a meio da viagem obrigando a uma paragem forçada e um regresso atribulado a casa, naquela que foi uma verdadeira odisseia de voos.

Vamos conhecê-lo um pouco melhor?

1. Como nasceu a tua paixão pelas viagens, lembraste?

A paixão começou desde muito cedo, pois sempre tivemos ambos a vontade de “conhecer mundo”. No entanto, enquanto estávamos na vida ativa, os dias de férias eram poucos e os filhos exigiam muito de nós. Assim, nesse período, as viagens limitavam-se a “umas fugas” a Espanha e, principalmente, a França onde já estive mais de 30 vezes. De referir que, também, só consegui obter passaporte após o 25 de Abril, pois até então a guerra colonial não permitia a sua obtenção.

Tirando essas “fugas” a Espanha, só em 1977 (já eu com 26 anos) viajamos, pela primeira vez, em férias, para o estrangeiro: fomos a Paris, Bruxelas e Londres, um prémio ganho na empresa onde então trabalhava.

2. A dada altura começaste a viajar com a Landescape, salvo erro a tua primeira viagem foi ao Irão, em 2015 creio, e na altura a Landescape enquanto agência de viagens ainda nem existia, confirmas? O que te fez querer viajar connosco e o que sentes que tens atualmente ao viajar connosco que a solo se perde?

É verdade, sim, a primeira viagem que fizemos convosco foi ao Irão, em 2015. O Rafael, mentor da Landescape, é natural de Ovar e foi aqui que tomámos conhecimento do projeto que ele tinha. E como nessa altura conhecer o Irão estava nos nossos planos e era algo que olhávamos com algum fascínio, aproveitamos a oportunidade.

A decisão de viajar com a Landescape é sempre tomada após análise detalhada do programa da visita, nomeadamente tendo em conta as diferenças propostas face aos programas de outras agências. Queremos conhecer o país, e não visitar só e, apenas, lugares, mais ou menos turísticos, por isso preferimos viajar com grupos pequenos. 

Não posso deixar de dizer que a viagem “a solo” é muito mais desafiante e, talvez, mais enriquecedora, pois deixa de existir a “bolha” que o grupo, mesmo que pequeno, como no caso da Landescape, proporciona. Mas, a preparação de uma viagem “a solo” exige tempo e conhecimento, o que nem sempre temos. Por isso, fazemos habitualmente um mix”de viagens “a solo” com viagens em pequenos grupos, onde a Landescape tem a nossa preferência.

Viagens Landescape

3. De todas as viagens que já fizeste connosco, e já foram várias – Egito, Argélia, São Tomé e Príncipe, Bolívia, Jordânia, Zimbabué e Moçambique, Uzbequistão e Irão – consegues tecer um comentário sobre cada uma delas? E já agora, escolher desses destinos aquele que mais te impactou?

Claro que sim, vamos a isso! Comecemos pela ordem cronológica das viagens:

Irão | 2015

O povo mais afável que encontrámos até agora.

Bolívia | 2019

O salar de Uyuni e o Parque Natural de Eduardo Avaroa são a natureza no seu estado mais puro. Conhecer estes dois parques vale bem a viagem.

Uzbequistão | 2022

O conjunto artístico de Samarcanda é um dos mais belos do mundo e Khiva a “jóia da coroa”.

Zimbabué e Moçambique | 2022

As Cataratas Vitória são de uma beleza incrível. Atravessar Moçambique de oeste para este, quase só picadas, foi uma epopeia mas a praia em Vilanculos compensou o sacrifício da travessia.

Jordânia | 2022

Petra é, de facto, uma das sete maravilhas do mundo e o povo berbere é “sui generis”.

Egito | 2023

O rio Nilo e o vale onde se insere, a começar pelas aldeias Núbias, são de uma beleza e riqueza histórica que “esmaga” a nossa imaginação.

Argélia | 2023

É preciso ver para acreditar que ainda existe o Vale do M’Zab e as suas tradições – muito criticáveis – em pleno século XXI.

São Tomé e Príncipe | 2023

Praias paradisíacas num país ainda em desenvolvimento e com um povo pobre, mas muito afável. Foi uma viagem extraordinária (e dura) pela imersão na vida atual das roças, proporcionada por um guia que é apaixonado pelas ilhas de S. Tomé e Príncipe.

Todos os países que visitamos criaram em nós um grande impacto. Mas, o impacto mais profundo talvez tenha sido ocasionado pela última viagem a São Tomé e Príncipe, pela oportunidade que o guia da viagem – Luís Godinho – nos proporcionou. A imersão na vida das roças e das povoações mais pobres da ilha: Santa Catarina, Porto Alegre e Malanza. Mais uma vez, um muito obrigado ao Luís Godinho pela experiência.

4. A próxima viagem com a Landescape também já está marcada, Bali. Que expectativas têm para a ilha dos Deuses?

O nosso objetivo é sempre o mesmo: conhecer um pouco do país e do povo que vamos visitar, neste caso a Indonésia. Eu sou muito racionalista e, portanto, não acredito em espíritos e “coisas que tais”, mas quero ver e conhecer o que outros pensam e sentem.

5. E para o futuro, que países ainda gostarias de visitar?

Temos muitos países na lista!

Posso dar-te, para já, uma vintena, a saber: Bali, na Indonésia; a Tanzânia, o Tajiquistão, que em princípio faremos com a Landescape no decorrer de 2024. E depois a Argentina, as Filipinas, a China, a Austrália e Nova Zelândia, o Senegal, a Guiné-Bissau, a Etiópia, a África do Sul, a Colômbia, a Guatemala, o Chile, a Índia (mais 2 vezes, pelo menos), o Equador, o Brasil (pelo menos mais 3 vezes), o norte de Marrocos, os Estados Unidos, o Canadá, a Islândia, a  Malásia (mais uma vez) e todos os países da Europa.

6. É inegável o gosto que tens pela fotografia e para quem te segue no Facebook os álbuns que partilhas são um verdadeiro regalo para os olhos. Como surgiu essa tua relação com a câmara?

Eu sou um curioso da fotografia. Sempre gostei de ver exposições de fotografia e de outras artes, mas confesso que fotografar com um pouco mais de consistência, só após o início das viagens “pelo mundo”. Mas, como já disse, eu só fotografo quando estou em viagem, pois a câmara fotográfica permite-me ver o país de uma forma muito mais pessoal. Observar o sorriso e a alegria que as pessoas que eu fotografo evidenciam, durante 1 ou 2 segundos, quando lhes apresento, na câmara, o retrato que acabei de lhes tirar não tem preço. Esses segundos valem a viagem.

Para quem quiser conhecer um pouco do meu trabalho, informo que tenho patente na Biblioteca Municipal de Ovar durante o seu horário de funcionamento (um pouco reduzido durante este mês de agosto) e até 30 de setembro, uma exposição fotográfica com o título “Viagens II – Viajar por perto” e apresenta 21 fotografias em formato 40 x 60 (2 em formato de 60 x 40), sendo 8 de França, 7 de Espanha e 6 da Noruega. São fotografias tiradas entre 2011 e 2022, de paisagens menos conhecidas do grande público.

7. Tens alguma outra exposição e/ou iniciativa em curso para os próximos meses?

Se tudo correr conforme planeado, este projeto, que se iniciou em 2020, em plena pandemia, com a exposição “Viagens I – Rostos do Mundo”, irá continuar no próximo ano, com nova exposição intitulada “Viagens III – Viajar por África”.

8. Como é o teu dia-a-dia em Ovar, depois de todas estas aventuras na algibeira? Consegues voltar à rotina?

Continuamos a ter uma rotina diária, que é fundamental para nos mantermos equilibrados. Diariamente, há sempre uma visita ao café ou à praia, no Furadouro, a leitura do jornal, e, depois, a azáfama do trabalho doméstico, nomeadamente, dos trabalhos no quintal que temos e o apoio aos filhos e netos, pois habitam todos em Ovar. 

Para além disso eu sou ainda Presidente da Direção do Clube de Ténis de Ovar (já dura há mais de 27 anos), clube que fundei em 1988 com outros amigos (sou o associado fundador nº 1) e ainda exerço – muito pouco – em regime livre, a atividade de Contabilista Certificado (estou inscrito na Ordem) em duas sociedades.

9. Quais são os objectos que não dispensas numa mochila de viagem?

Em primeiro lugar, o passaporte e os cartões de crédito, depois, os medicamentos para a diabetes que tenho de tomar diariamente, e, por fim, a máquina fotográfica e todos os instrumentos complementares (cartões, objetiva, etc.). Nunca colocar de fora os artigos de higiene pessoal e um livro para me entreter na viagem de avião.

10. A Isabel é a tua companheira de aventuras e ambos sabemos que viajar em casal nem sempre é fácil. Qual o segredo para a longevidade de uma relação tão bonita como a vossa?

O segredo para a longevidade está na tolerância e na compreensão mútuas, evitando, sempre que possível, os conflitos. E depois é partilharmos gostos, por exemplo pela jardinagem ou pelo desporto, para desfrutarmos em conjunto do tempo que despendemos neles.

Antes de nos despedirmos do Manuel e da Isabel, um casal que já nos habituou à sua presença nas viagens da Landescape e cuja amizade muito estimamos, convidamo-los a partilharem connosco uma mensagem aos outros viajantes e curiosos que nos estão a ler. O resultado, muito generoso, foi este:

“Quando quiserem visitar um país, leiam com atenção o programa da viagem de diversas agências e, com toda a certeza, na maioria das vezes, irão optar pela Landescape, pois esta tem sempre um programa bem diferenciado que permite conhecer o país – e as pessoas que nele habitam – e não apenas visitar os lugares mais ou menos turísticos. Além disso, tem uma equipa de guias – pelo menos os que conheço, e já são seis – formidáveis, bem conhecedores da realidade do país, e capazes de transmitir com entusiasmo esse conhecimento aos viajantes que o acompanham.”

Vemo-nos por aí! Em Ovar ou em qualquer outra coordenada deste maravilhoso Mundo!

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