Vital Vilarinho, viajante frequente da Landescape

Vital Vilarinho é um viajante frequente da Landescape. Com 38 anos, trabalha em Engenharia Informática e vive atualmente em Lisboa, apesar de ter estado muitos anos a residir na Irlanda e de ter feito uma breve passagem por Itália. Bem disposto por natureza, é difícil não o encontrar a sorrir. Quem o conhece sabe que tem um coração enorme e um talento natural para lidar com pessoas. O tempo livre ocupa-o a fotografar ou a praticar desporto, com especial destaque para a corrida, mas é a viajar que se sente mais completo. Podendo juntar os três, tanto melhor.

A sua paixão por viajar nasceu algures no ano de 2008, quando decidiu visitar o Brasil por cerca de duas semanas. O conseguir absorver uma cultura, ainda que irmã mas bastante diferente da nossa, ao longo daqueles dias fê-lo despertar para a necessidade de contactar de perto com outras realidades e encarar de frente a diversidade de modos de vida e costumes. No rescaldo dessa experiência, atirou-se ao longo de 32 dias a uma caminhada solitária com direção a Santiago de Compostela. Nas suas palavras “quando estás dependente apenas de ti numa viagem, com tudo o que precisas diariamente às costas, e tens de ouvir cada sinal do teu corpo nessa longa caminhada, a tua perspetiva do que pode ser uma viagem e daquilo que és capaz muda.” Viajar entregando-se à cultura local e em proximidade com as comunidades tornou-se então mais do que um prazer, um modo de vida. Hoje, confessa, que a lista de destinos a visitar só aumenta. 

Junta-te a nós para ficares a conhecer um pouco melhor o perfil do Vital Vilarinho. Quem sabe não o encontras no teu próximo grupo de viagem.

1. A tua primeira viagem com a Landescape foi ao Peru, em 2021, correcto? O que te fez querer viajar connosco e o que sentes que tens atualmente ao viajar com uma agência como a nossa que a solo se perde?

Sim, a primeira viagem que fiz com a Landescape foi ao Peru, na companhia do João Gonçalo Fonseca. Mas depois dessa, já se seguiram outras três. 

Optei por escolher viajar desta forma, pois era complicado encontrar um grupo de amigos que alinhasse nas mesmas aventuras que eu e dispusesse do mesmo período de férias para sincronizar agendas. Viajar a solo, ainda que o tenha feito, não acredito que seja a melhor forma de viajar pois perde-se muita coisa, como por exemplo a oportunidade de partilhar a experiência com outra pessoa, e no final do dia ouvir um ponto de vista diferente daquilo que experienciamos. Por outro lado, também é uma boa forma de conhecer pessoas novas, com outras experiências de viagens que podemos não ter feito ainda ou desconhecer, além do mais importante: aumentar o nosso círculo de amigos. Identifico-me com os valores que a  Landescape tem, de sustentabilidade, contacto com os locais, viagem de estilo mochileiro, e isto ajuda a minimizar a nossa pegada ao máximo, o que nos dias de hoje é muito importante.

2. Estiveste recentemente a viajar por África, mais concretamente pela Namíbia, Botsuana e Zâmbia. Como descreves essa experiência?

Sim, viajei pela Namíbia, Botsuana e Zâmbia na companhia do líder Pedro Quirino. Foi uma experiência muito fora da minha zona de conforto e distante do que estava à espera e isso foi bom. A viagem sendo feita em regime de overland só se tornou possível pelo fantástico apoio do Pedro, que foi incansável em manter todo o grupo coeso e unido nas tarefas diárias que tínhamos de fazer em equipa. Confesso que foi uma viagem cansativa em alguns aspetos, no sentido de que ,pessoalmente, prefiro sempre trails em oposição a viagens de carro, mas esta é a única solução para conhecer um país desértico e tão grande como é o caso da Namíbia. Conseguimos conhecer locais remotos fantásticos e testemunhar a riqueza que a vida animal da África Austral ainda consegue preservar.

3. Depois de África carimbaste a América Central, mais concretamente a Guatemala. Que rescaldo fazes dessa viagem?

Foi uma viagem óptima mas muito dura fisicamente para todos. Apanhamos mau tempo nos piores momentos, um furacão de categoria 2, vários dias sob-ataque de mosquitos, mas no fim do dia valeu tudo a pena. Exploramos os pormenores da cultura Maia que se podem ver ainda nos dias de hoje e pude comparar com as que já tinha dos Incas nos Andes. O grupo era fantástico, o líder também fez com que imensa coisa corresse bem. Foi uma daquelas viagens em que deu realmente para ajudar organizações locais, conhecer o modo como os Guatemaltecos vivem, aprender os seus costumes e gastronomia, ver um país lindo e cheio de natureza.

4. E para o futuro, que novas viagens estão na calha?

O futuro para já ainda é incerto em viagens mas quero muito voltar a poder viajar com a Carina Silva como líder, desta vez na Bolívia e Chile, aproveitando para explorar um pouco mais a América Latina. O Irão, por sua vez, também está já há algum tempo na minha lista de países a visitar. Ambos estão a sofrer alterações políticas e sociais na atualidade, o que poderá comprometer a minha decisão, mas para já ocupam o topo das prioridades.

5. Na viagem à Jordânia, em que estiveste com a Carina Silva no papel de líder, foste apelidado de fotógrafo de serviço. Imaginas-te a criar um canal de YouTube onde possas partilhar com os teus amigos e com a comunidade de viajantes da Landescape os teus resumos de viagem?

Não esperava essa nomeação, é algo que faço com muito prazer e carinho pelo grupo com quem viajo. Mas ainda assim obrigado pela referência. A fotografia é uma paixão muito muito antiga, mas para publicitar melhor os resumos, terei de atualizar o equipamento fotográfico que levo comigo e o suporte onde o publico. Prometo considerar a ideia e quem sabe ajudar a Landescape a resumir as viagens para futuros viajantes.

6. E de escrever em viagem, gostas? Há algum sítio onde possamos acompanhar as tuas experiências?

Escrever para já não me inspira tanto, mas todo o conteúdo que faço está para já no meu Instagram pessoal. Podem procurar-me por @vitaljoaog. Quem sabe um dia evolua para algo mais focado em viagens e não tanto na minha experiência pessoal.

7. Em Portugal tens o hábito de viajar? Se tivesses de eleger o teu top 5 de destinos nacionais, o que destacavas?

Sim, sou Alfacinha mas com família transmontana por isso estou habituado a longas viagens dentro de fronteiras. Normalmente é para onde vou e por isso não conheço tão bem o sul do país. Mas a verdade é que temos ótimos destinos em Portugal e alguns deles entram na categoria dos melhores do mundo. Ainda assim, como top 5 diria: Açores, Gerês, Costa Vicentina, a cidade do Porto e, claro, Lisboa também.

8. Como referiste em cima, és também um adepto das corridas. Frequentemente vemos as tuas partilhas no Instagram. Podemos assumir que é também uma paixão tua a par das viagens?

Sim, começou durante a pandemia para atenuar um pouco o sedentarismo provocado pelos confinamentos, mas desde então tem sido um bom escape mental para o trabalho exigente que tenho. Já conto com algumas meias-maratonas e talvez para o ano, quem sabe, arrisque numa maratona completa. Nunca é pelos tempos, ainda que os use como referência para ver o progresso, mas correr é algo que se torna viciante quando o corpo corresponde ao esforço e a mente desliga de muita coisa. Para já tem sido uma experiência divertida.

9. Quais são os objectos que não dispensas numa mochila de viagem?

Diria que aqueles mesmo essenciais são: máquina fotográfica, powerbank carregada para conseguir registar momentos, toalhitas (sem plástico) para quando estamos em locais remotos, e tenho tentado levar um mimo de Portugal para partilhar com quem viaja comigo e quando o cansaço aperta…este tem sido uma boa garrafa de vinho com o saca-rolhas obrigatório, claro.

10. Qual é a melhor memória de viagem que guardas?

São tantas, são mesmo muitas…e é difícil escolher. Uma recente que tenho da Guatemala foi estar a usar o drone numa escola, na selva, e de repente ficar rodeado pelos jovens que lá estudam e vivem, uma grande parte do ano, para verem o que estava a registar. Acabei por lhes mostrar todo o complexo da escola, tiramos fotos aos edifícios que eles mais gostavam e ali ficamos um bom bocado a conversar sobre o que estávamos a ver. No fim, troquei contacto com um deles e enviei todos os registos para que pudessem guardar e partilhar. São estes, os momentos de partilha, que mais me marcam.

11. És um viajante frequente da Landescape e, mais do que isso, um amigo que queremos muito ter presente nesta caminhada da agência. Para aqueles que nunca experimentaram viajar connosco, que mensagem deixas?

Obrigado pelo carinho. Acho que a Landescape é uma agência composta por pessoas fantásticas em que viajar está no sangue de cada uma delas. Têm um modo de viajar diferente, não é a típica viagem de turismo em que apenas vemos lugares idílicos. Aqui, mais que ver, vivemos esses lugares, com as pessoas que lá moram. E, com sorte, através da nossa visita conseguimos ajudar a melhorar um pouco a vida daqueles que encontramos, de forma sustentável. E tudo isto na companhia de uma equipa de líderes de viagem que te vão ajudar, apoiar e guiar quando saíres da tua zona de conforto.

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