Bijagós

Testemunho do líder Luís Godinho

“A minha relação com a Guiné-Bissau, e em especial com o arquipélago dos Bijagós, nasceu de um encontro que me marcou profundamente. Não foi apenas uma viagem, foi uma experiência transformadora. Aqui, senti o tempo abrandar e ganhei espaço para ouvir, observar e sentir. As ilhas ensinaram-me que a natureza não é um cenário, é uma presença viva, com a qual se caminha lado a lado. As marés, as florestas de mangal, a fauna abundante e o silêncio poderoso criam um equilíbrio raro, que nos convida a estar mais atentos e mais humanos.

Mas são as pessoas que tornam este destino inesquecível. A forma como as comunidades vivem em profunda ligação com a terra e o mar, o respeito pelos ciclos naturais, a sabedoria passada de geração em geração e a hospitalidade genuína tocaram-me de forma emocional e duradoura. Aprendi mais ao escutar do que ao perguntar, e senti-me acolhido não como visitante, mas como parte de algo maior.”

  • + 16 anos
  • 7 - 12 pessoas
  • 11 dias
  • a partir de 2585€ / pessoa

O arquipélago dos Bijagós constitui um dos territórios naturais e culturais mais singulares da África Ocidental, situando-se ao largo da costa da Guiné-Bissau e integrando um conjunto de cerca de oitenta ilhas e ilhéus, dos quais apenas uma parte é habitada de forma permanente. Esta região destaca-se pela sua notável biodiversidade, pelos ecossistemas praticamente intocados e pela profunda ligação entre a população local e o meio ambiente. Mangais extensos, praias selvagens, florestas densas e zonas húmidas formam uma paisagem dinâmica, moldada pelas marés e pelos ciclos naturais, que servem de refúgio a inúmeras espécies de aves migratórias, peixes, mamíferos marinhos e tartarugas.

Reconhecido como Reserva da Biosfera pela UNESCO, o arquipélago representa um exemplo raro de equilíbrio entre conservação ambiental e práticas tradicionais de subsistência. A sociedade bijagó mantém costumes ancestrais fortemente enraizados, organizados em torno de rituais, crenças espirituais e sistemas sociais próprios, nos quais a natureza ocupa um lugar central. A pesca artesanal, a agricultura de subsistência e a coleta de recursos marinhos são realizadas de forma sustentável, respeitando regras comunitárias transmitidas entre gerações.

Para além do seu valor ecológico, o Arquipélago dos Bijagós possui um património cultural de enorme riqueza, expresso na música, na dança, na escultura e nas cerimónias tradicionais que marcam as diferentes fases da vida. Apesar do relativo isolamento geográfico, a região enfrenta desafios contemporâneos relacionados com as alterações climáticas, a pressão económica e a necessidade de desenvolvimento equilibrado. Ainda assim, os Bijagós permanecem como um símbolo de resistência cultural e de harmonia entre o ser humano e a natureza, afirmando-se como um dos espaços mais autênticos e fascinantes do continente africano.

O QUE IREMOS VISITAR NOS BIJAGÓS

  • City tour em Bissau
  • Praias desertas da Ilha de Kéré
  • Floresta sagrada de Bitchau na Ilha Caravela
  • Parque Natural de Orango e Lagoa de Anor
  • Visita à aldeia de Eticoga e Mausoléu da Rainha Okinka Pampa
  • Parque Natural Marinho João Vieira e Poilão
  • Danças tradicionais da aldeia de Uno
  • Aldeia de Ampintcha, em Carache

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  • VIAGEM BIJAGÓS - O tesouro sagrado da Guiné Bissau
    31 Out a 10 Nov 2026
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    30 Out a 9 Nov 2027

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VIAGEM BIJAGÓS - O tesouro sagrado da Guiné Bissau

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Perguntas Frequentes

Como é o roteiro desta viagem?

Esta viagem é uma travessia lenta e profunda por um dos últimos santuários selvagens de África: ilhas cobertas de mangais e palmeiras, praias infinitas de areia branca quase intocadas, onde o Atlântico dita o ritmo dos dias. Caminhas entre hipopótamos marinhos, tartarugas, aves migratórias e cardumes que brilham nas marés baixas, enquanto a natureza permanece soberana e indomável. Mas são as pessoas que dão alma ao percurso, comunidades Bijagó de olhar firme e gestos simples, mulheres que carregam o mundo à cabeça, crianças que correm livres entre o mar e a floresta, anciãos guardiões de rituais ancestrais. É um roteiro de escuta, respeito e contemplação, onde a fotografia nasce da relação, do silêncio e da dignidade de um lugar que ainda vive em equilíbrio com a terra e o mar.

Na Landescape, não somos daquele tipo de líderes previsíveis, ou seja, não nos guiamos pelo que está escrito no roteiro ou pelos dias. Vão perceber que muitas vezes nos adaptamos ao desejo do grupo e até ao momento. Visitamos tudo o que está descrito, não querendo dizer, contudo, que seja nos dias que no roteiro descrevemos, por aquela ordem e, se ficar para trás alguma coisa, é porque houve algo melhor que o justificou. Lembramos também que o primeiro dia está reservado à chegada, pelo que só iniciaremos as atividades no dia seguinte.

É necessário visto para entrar no país?

Sim, os cidadãos portugueses estão obrigados a apresentar visto de entrada na Guiné-Bissau, e isso inclui as viagens ao arquipélago dos Bijagós. O visto, que tem um custo de 65€, deve ser obtido antecipadamente na Embaixada da Guiné-Bissau em Lisboa ou no Consulado do Porto apresentando, para o efeito, os seguintes documentos:

    · Passaporte válido com pelo menos seis meses de validade a contar da data de regresso a Portugal;

    · 2 Fotografias tipo passe;

    · Formulário com o pedido de visto devidamente preenchido. Este formulário pode ser extraído online, a partir do seguinte link:

https://embaixadaguinebissau.pt/wp-content/uploads/2017/09/Pedido_de_Visto.pdf

Como funcionam os transferes de/para o aeroporto?

Os transferes do aeroporto para o hotel em Bissau, assim como os transferes na chegada aos Bijagós, estão incluídos na tarifa da viagem.

O gabinete de Apoio à Viagem da Landescape solicitará os teus voos internacionais de ida e volta exatamente para podermos articular com os nossos parceiros o pick up e drop off tanto no dia da chegada como no dia da partida.

Como são os alojamentos durante a viagem?

A estadia alterna entre ecolodge, na ilha de Kéré, e hotel, em Bissau, onde os quartos são preferencialmente twin. Se desejares um quarto duplo, deverás solicitar previamente à Landescape. Todos os quartos terão wc privativo. No ecolodge é disponibilizada água filtrada para encheres as garrafas. reutilizáveis.

Teremos, ainda, algumas noites em regime de acampamento. No caso de Ankaraguna, o parque de campismo dispõe de casas de banho partilhadas e infraestruturas de apoio, porém, em Poilão, por ser uma região realmente remota e que habitualmente não recebe turismo, o campismo é feito de forma selvagem, sendo que não existem WC’s. Neste último ponto, apelamos à consciência dos nossos viajantes para a gestão dos seus resíduos. Lembramos que é apenas uma noite, mas a experiência em si vale o esforço.

Como são os transportes dentro do país?

Em Bissau, que é o nosso ponto de partida para esta viagem, faremos as deslocações em mini-bus ou carrinha dependendo do número de viajantes que integrem a edição. No arquipélago dos Bijagós, por sua vez, a deslocação entre ilhas será feita de barco e dentro de cada ilha deslocarmo-nos-emos a pé uma vez que as distâncias são curtas.

É seguro viajar na Guiné Bissau, bem como no arquipélago dos Bijagós?

A Guiné Bissau é um país genericamente seguro, apesar dos recentes desenvolvimentos políticos que geraram alguma instabilidade na capital, ponto de entrada e saída do país. O arquipélago dos Bijagós, no entanto, é extremamente seguro e tranquilo, sendo por isso um destino que não oferece uma postura de prudência ou vigilância por parte do viajante.

O Seguro de Viagem é obrigatório?

Sim. Todas as pessoas que se inscrevem numa viagem da Landescape são obrigadas a ter um seguro pessoal de viagem adequado ao destino, à duração e às atividades previstas no programa. A Guiné-Bissau não é exceção, especialmente se tivermos em conta a precariedade dos cuidados de saúde. É possível adquiri-lo através da Landescape, ou por meios próprios, sendo que do nosso lado recomendamos o Seguro Exploração que cobre evacuação médica ou regresso ao país de origem para problemas sérios.

É, no entanto, importante referir que a Landescape, assim como os parceiros com os quais trabalha, não serão responsáveis pela contratação de um seguro que não seja o indicado para a viagem em causa e, por essa mesma razão, não se responsabiliza por eventuais custos que as pessoas possam ter.

Em caso de cancelamento da inscrição por parte do viajante, o valor do seguro não é devolvido. Se o motivo do cancelamento estiver enquadrado dentro das coberturas do Seguro adquirido através da Landescape, o viajante é reembolsado pela seguradora em, no mínimo, 30% do valor da viagem.

É uma viagem cansativa?

Não é uma viagem cansativa do ponto de vista de esforço físico. No entanto, em alguns dias, poderá estar muito calor, intensificado pelos elevados níveis de humidade, o que te poderá deixar um pouco mais sem energia.

Qual a roupa mais adequada?

No arquipélago dos Bijagós existem apenas duas estações por ano: a temporada seca que vai de Novembro a Maio e a temporada de chuvas que acontece de Junho a Outubro. Em ambos os casos, as temperaturas rondam 25º a 35º.

Recomendamos, por isso, que tragas roupa leve e fresca sendo fundamental adicionares à tua mochila os seguintes itens: capa de chuva impermeável, aquashoes ou sapatos anfíbios, botas ou sapatilhas apropriadas para caminhar, repelente, protetor solar, chapéu, toalha de praia e uma garrafa de água reutilizável. Propomos ainda que tragas uma mochila de day pack suficientemente grande para os quatro dias fora de Kéré de forma a deixarmos a outra bagagem no lodge.

Para os apaixonados da observação de aves, recomendamos ainda que tragas binóculos. E para quem estiver entusiasmado com a observação da desova das tartarugas verdes chamamos a atenção para a necessidade de se fazerem acompanhar de lanternas de luz vermelha que não interferem com a sua atividade.

Recomendamos que tragas no máximo uma bagagem de cabine (com 10kg máximo), sendo que a mochila será o melhor para o estilo da viagem. Além desta, uma pequena mochila de apoio para o dia a dia, sendo que esta servirá também para levares a tua roupa, documentos e outros pequenos pertences, nos dias em que sairmos de Kéré por 1 ou 2 dias e que terás de deixar a bagagem maior no alojamento.

Referimos a questão do peso como forma de orientação, porque és tu que carregas a tua bagagem e queremos que esta não seja um fardo para ti. Atua de maneira prática. Nos barcos para as pequenas ilhas, não haverá espaço para mais que uma mochila pequena (a do dia a dia).

Pensa de forma prática e age em comunidade.

Que comida será servida?

A comida Bijagó é uma gastronomia rica em peixe fresco e marisco do arquipélago, com influências locais e um toque picante. Como pratos de destaque, sugerimos o peixe grelhado na brasa, o molho de amendoim Mancarra, o marisco cumbé (conchas do mangal), as ostras e a picante malagueta. Outros pratos tradicionais incluem o calulu que é uma espécie de peixe com quiabo e óleo de palco assim como lagosta grelhada.

Importante referir que nos Bijagós não conseguimos atender a dietas especiais, nomeadamente vegana e sem glúten. Para alguma dúvida adicional por favor contacta o nosso departamento de Apoio à Viagem. 

Esta viagem exige algum cuidado especial de saúde?

As autoridades sanitárias da Guiné-Bissau recomendam a vacinação contra a febre amarela, tétano, hepatites A e B, e Covid-19. Adicionalmente, é recomendável levares contigo um kit de primeiros socorros básico assim como a medicação que possas precisar. Lembramos que o sistema de saúde no país é bastante precário, por isso preveni-te desde casa.

A Landescape tem uma parceria estabelecida com a Consulta do Viajante Online que te pode aconselhar melhor sobre todos os cuidados de saúde necessários e eventuais medicamentos de prevenção para viajar na Guiné-Bissau.

Há alguma restrição cultural?

Os turistas que visitam os Bijagós devem estar cientes de que existem várias restrições culturais e regras de conduta para respeitar a sociedade local, que é matriarcal e animista, com uma forte ligação à espiritualidade e a locais sagrados, pelo que em caso de dúvida deves sempre consultar o nosso líder de viagens bem como o guia nativo.

Algumas dessas restrições prendem-se com o acesso a determinados locais e práticas sagradas, apenas acessíveis à comunidade. É, também, fundamental seguir as indicações dos guias uma vez que estaremos em zonas remotas onde existem animais selvagens à nossa volta.

Para fotografar pessoas ou cerimónias, por exemplo, é crucial pedir permissão prévia, pois algumas manifestações culturais são muito privadas e sagradas. E relativamente ao vestuário aconselhamos roupa discreta e respeitosa, especialmente ao visitar aldeias ou durante cerimónias tradicionais.

Quanto ao dinheiro para a viagem?

A maioria dos custos inerentes à viagem está já coberta no valor pago à Landescape aquando da inscrição, incluindo refeições, pelo que o valor adicional que cada viajante deverá levar depende muito dos seus consumos.

A título informativo, indicamos que a única refeição não incluída no valor da viagem, em Bissau, deverá rondar os 25€ por pessoa.

Lembramos que não existem terminais de multibanco nem caixeiros automáticos para levantar dinheiro no arquipélago dos Bijagós pelo que todo o dinheiro que queiras levar para a viagem deve ser trazido do teu país de origem, idealmente em euros.

Outras informações relevantes.

Para evitar o desperdício alimentar na nossa passagem pelo arquipélago dos Bijagós, as refeições têm um menu pré-definido. Pedimos que avises o nosso líder da viagem caso tenhas alguma restrição alimentar a assinalar.

Sugerimos também que tenhas sempre contigo alguns snacks, que nas ilhas maiores podem ser adquiridos junto da comunidade, contribuindo assim para a economia local. 

Recomendamos que tragas no máximo uma bagagem de cabine (com 10kg máximo), sendo que a mochila será o melhor para o estilo da viagem. Além desta, uma pequena mochila de apoio para o dia a dia, sendo que esta servirá também para levares a tua roupa, documentos e outros pequenos pertences, nos dias em que sairmos de Kéré por 1 ou 2 dias e que terás de deixar a bagagem maior no alojamento.

Referimos a questão do peso como forma de orientação, porque és tu que carregas a tua bagagem e queremos que esta não seja um fardo para ti. Atua de maneira prática. Nos barcos para as pequenas ilhas, não haverá espaço para mais que uma mochila pequena (a do dia a dia).

Pensa de forma prática e age em comunidade.

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