Cotopaxi e Chimborazo

Testemunho do líder Jorge Beleza

“Há montanhas que impressionam pela altitude e outras pela forma como nos fazem sentir pequenos. Nos Andes do Equador encontramos as duas coisas. O que mais gosto neste programa é a forma como a progressão acontece naturalmente, dia após dia sentimos o corpo adaptar-se, o ritmo mudar e a relação com a montanha tornar-se mais próxima e consciente.
O Chimborazo e o Cotopaxi são objetivos incríveis, mas aquilo que realmente fica é a experiência vivida ao longo do caminho: o silêncio dos refúgios, as madrugadas frias antes das ascensões, o primeiro contacto com o glaciar e a sensação única de avançar em altitude passo a passo. É uma viagem intensa, exigente e profundamente marcante.”

  • + 16 anos
  • 7 - 12 pessoas
  • 14 dias
  • 3195€ / pessoa

Este programa no Equador está estruturado como uma verdadeira escola de alpinismo em altitude, onde a progressão técnica e fisiológica é construída de forma faseada ao longo de toda a expedição. Desde os primeiros dias em terreno andino até às ascensões finais, o objetivo é claro: desenvolver competências reais de montanha, consolidar a aclimatação e preparar cada participante para enfrentar picos acima dos 5.000 e 6.000 metros.

A metodologia do programa assenta numa evolução contínua entre caminhadas de aclimatação, subida progressiva de altitude e experiência técnica em glaciar. O Cotopaxi e o Chimborazo são o foco central da aprendizagem, funcionando como verdadeiros laboratórios de alpinismo em altitude, onde se trabalha progressão em cordada, uso de crampons e piolet e gestão de esforço em ambientes extremos. Cada etapa é pensada para construir confiança e eficiência em terreno de alta montanha.

Mais do que uma viagem, trata-se de uma experiência intensa de alta montanha. A travessia pela chamada “avenida dos vulcões” serve como enquadramento para dias vividos em altitude, onde a montanha dita o ritmo e cada decisão conta. O programa culmina nas ascensões ao Cotopaxi (5.897 m) e ao Chimborazo (6.268 m), dois objetivos emblemáticos que representam o ponto alto de uma vivência completa de alpinismo nos Andes.

POR ONDE PASSAMOS DURANTE ESTA VIAGEM 

  • Quito, a capital equatoriana
  • Lagoa de Cuicocha
  • Cume do Fuya Fuya
  • Cume do Rucu Pichincha
  • Cume do Iliniza Norte
  • Lagoa Quilotoa
  • Cume do Cotopaxi
  • Rota das Cascatas, em Baños
  • Cume do Chimborazo

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  • Cotopaxi e Chimborazo - Escola de alpinismo na Avenida dos Vulcões
    20 Jun a 3 Jul 2027

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Cotopaxi e Chimborazo - Escola de alpinismo na Avenida dos Vulcões

com Jorge Beleza

1 Vaga
20 Jun a 3 Jul 2027
Saber mais sobre esta edição

Perguntas Frequentes

Como é o roteiro desta viagem?

A viagem desenrola-se ao longo dos Andes equatorianos como uma progressão contínua de aclimatação e descoberta em altitude, começando em Quito e evoluindo gradualmente até aos grandes vulcões do país.

Depois de uma chegada à capital, onde o corpo começa a adaptar-se aos quase 3.000 metros, a rota leva-nos para o norte andino, entre lagoas vulcânicas e comunidades rurais, num primeiro contacto com a montanha em altitude. Este início mais suave prepara o terreno para o regresso aos Andes centrais, onde a paisagem se torna mais alpina e a altitude mais exigente.

A partir daqui, a expedição ganha consistência na chamada “Avenida dos Vulcões”, com ascensões progressivas que consolidam a adaptação e introduzem o ambiente técnico de alta montanha. Entre cristas expostas, crateras vulcânicas e cumes acima dos 5.000 metros, o percurso vai preparando o corpo e a mente para o desafio maior.

A fase central acontece no Cotopaxi, onde o ambiente glaciar entra definitivamente em cena com formação técnica e a ascensão a um dos vulcões mais emblemáticos dos Andes. Depois de uma pausa em Baños, num regresso temporário a um ambiente mais tropical, a expedição entra na sua fase final.

O Chimborazo marca o ponto culminante da viagem — uma ascensão longa, em glaciar, acima dos 6.000 metros, que representa não só o maior desafio físico como também o ponto mais alto da expedição. A partir daí, o regresso a Quito encerra um percurso que atravessa praticamente todos os grandes ambientes andinos do Equador.

É necessário visto para entrar no país?

Não é exigido visto a cidadãos portugueses para estadias inferiores a 90 dias. Apenas passaporte válido por 6 meses, contados a partir da data de regresso e, com pelo menos, duas páginas vazias onde será carimbada a entrada e saída do país. É, no entanto, exigido o Certificado Internacional de Vacinação contra a Febre Amarela para viajantes vindos de áreas de risco ou que tenham transitado por elas, por mais de 12 horas. Nessas áreas de risco incluímos o Brasil, o Peru, a Colômbia e a Bolívia.

Como funcionam os transferes de/para o aeroporto?

Os transferes são por conta de cada viajante, sendo que o mais simples é, à saída do aeroporto, apanhar um dos táxis oficiais que te cobrará cerca de 25$ pelo trajeto até ao nosso hotel. Em alternativa, podes solicitar um Uber indicando para o efeito a morada do nosso primeiro alojamento.

Como são os alojamentos durante a viagem?

O programa combina hotéis simples, lodges e refúgios de montanha. Nos refúgios, as condições são básicas mas adequadas ao contexto de alta altitude e expedição.

Como são os transportes dentro do país?

As deslocações nesta viagem serão realizadas em carrinha privada.

É seguro viajar no Equador?

Sim, o Equador é genericamente um país seguro, especialmente dentro do itinerário que vamos realizar na Landescape. Neste momento, a única região que oferece alguma insegurança é a Costa, especialmente a cidade de Guayaquil, que infelizmente devido ao narcotráfico tem sido consecutivamente reportada como ponto de contrabando de droga. No entanto, esta cidade não está contemplada na nossa viagem.

Na cidade de Quito, por sua vez, é aconselhado algum cuidado com carteiristas especialmente em zonas de maior aglomeração de gente.

O Seguro de Viagem é obrigatório?

Sim. Todas as pessoas que se inscrevem numa viagem da Landescape são obrigadas a ter um seguro pessoal de viagem adequado ao destino, à duração e às atividades previstas no programa. É possível adquiri-lo através da Landescape ou por meios próprios, sendo que do nosso lado temos ao dispor duas opções: o Seguro Exploração e o Seguro Premium que são adequados ao tipo de aventura que proporcionamos.

É, no entanto, importante referir que a Landescape, assim como os parceiros com os quais trabalha, não serão responsáveis pela contratação de um seguro que não seja o indicado para a viagem em causa e, por essa mesma razão, não se responsabiliza por eventuais custos que as pessoas possam ter.

Em caso de cancelamento da inscrição por parte do viajante, o valor do seguro não é devolvido. Se o motivo do cancelamento estiver enquadrado dentro das coberturas do Seguro adquirido através da Landescape, o viajante é reembolsado pela seguradora em, no mínimo, 30% do valor da viagem.

É uma programa exigente?

Sim. Trata-se de um programa exigente, especialmente nas fases finais. Os dias em altitude, o frio e a duração das ascensões exigem resistência física e boa gestão de esforço.

Qual é a maior dificuldade do programa?

A altitude e a progressão em ambiente glaciar. A exigência aumenta de forma gradual, mas nas ascensões finais o fator decisivo é a capacidade de manter um ritmo constante em condições de ar rarefeito.

O nível de dificuldade é por isso Elevado. Apesar de incluir formação técnica ao longo do programa, a dificuldade resulta sobretudo da altitude (até quase 6.300 m), duração e repetição do esforço físico,. Condições de frio e ambiente glaciar. Dias longos em alta montanha.

As ascensões finais ao Cotopaxi e ao Chimborazo são particularmente exigentes, tanto física como mentalmente.

 

Este programa é adequado para mim se nunca fiz alta montanha?

Sim. Este programa foi desenhado como uma progressão de escola de alpinismo em altitude. A exposição à altitude é feita de forma faseada, permitindo adaptação progressiva ao longo dos dias. No entanto, é essencial ter boa condição física e alguma experiência prévia em trekking de vários dias.

Que nível de experiência técnica é necessário?

Não é necessário ter experiência prévia em glaciar. Toda a formação técnica é incluída no programa, com duas sessões dedicadas antes das ascensões principais. Experiência prévia em trekking de montanha é recomendada, mas não obrigatória.

Que material técnico é necessário?

É necessário equipamento de alta montanha: botas compatíveis com crampons, crampons, piolet, arnês, capacete e vestuário técnico em camadas.

Qual a roupa mais adequada?

Receberás, após a inscrição, um Manual de Viagem onde te explicaremos tudo o que precisas para esta odisseia. Porém, podemos adiantar que, como é um percurso feito em altitude, vais precisar de roupa como se estivesse Verão e Inverno no mesmo dia.

Porém, podemos adiantar que será necessário equipamento adequado a trekking e alta montanha, incluindo:
∙ Roupa técnica para frio extremo
∙ Botas de alta montanha
∙ Saco-cama para temperaturas negativas
∙ Material técnico para progressão em glaciar (como crampons, piolet, arnês, entre outros)

Parte do equipamento técnico e de frio extremo poderá ser alugado localmente, mediante indicação prévia à Landescape.

ATENÇÃO: não se pode viajar com trolley de rodinhas/mala rígida e o máximo por pessoa é de 15kg, distribuído por 10kg na bagagem transportada pelos carregadores e o restante que o viajante leva consigo. Para as pessoas que levem mais peso, podem sempre deixar o peso extra no alojamento em Katmandu e recolher aquando do regresso, levando consigo somente o que necessitem. Pode exigir um pagamento de uma taxa extra no alojamento.

Todas as reservas efectuadas pela Landescape irão considerar que levas bagagem de acordo com a indicações acima referidas e por isso, eventuais pagamentos extras associados à bagagem fica à responsabilidade de cada pessoa.

Qual é o principal objetivo do programa?

O objetivo é combinar aprendizagem técnica com experiência de alta montanha. Ao longo do programa são trabalhadas competências fundamentais de alpinismo em glaciar, culminando nas ascensões ao Cotopaxi (5.897 m) e ao Chimborazo (6.268 m).

Como funciona a aclimatação?

A aclimatação é progressiva e estruturada, com subidas graduais de altitude e noites estrategicamente planeadas. O objetivo é permitir uma adaptação fisiológica consistente antes de entrar em ambientes de maior exigência, acima dos 5.000 metros.

A aclimatação é um dos pilares desta expedição.
O itinerário foi desenhado com:
. Subida progressiva de altitude
. Dias intermédios de adaptação
. Exposição gradual ao esforço em altura

Ainda assim, a resposta à altitude é individual. A equipa poderá ajustar o ritmo sempre que necessário para garantir segurança e adaptação adequada.

Que tipo de preparação devo fazer antes da viagem?

A preparação é essencial.

Recomenda-se:
. Treino de resistência cardiovascular
. Caminhadas longas em montanha, com variações significativas de desnível
. Treino de reforço muscular (membros inferiores e core/tronco)
. Podem também ser utilizadas estratégias de pré-aclimatação, com o objetivo de melhorar a resposta do organismo à altitude.

Para este tema, poderá contactar o Líder da viagem, especialista nesta área, que terá todo o gosto em ajudar na preparação.

Quais são os principais riscos?

Os principais riscos estão associados a:
. Altitude (mal de altitude)
. Condições meteorológicas em altitude elevada
. Frio intenso
. Progressão em glaciar (fendas, gelo, neve dura)
. Fadiga acumulada ao longo da expedição

A viagem é estruturada para minimizar estes riscos, mas não os elimina. A decisão em cada momento será sempre tomada com base na segurança do grupo.

É garantido chegar ao cume?

Não, não é. As ascensões ao Cotopaxi e ao Chimborazo são objetivos ambiciosos, mas não garantidos. Fatores como:
. Aclimatação
. Condições meteorológicas
. Estado físico e adaptação individual podem impedir a tentativa ou conclusão do cume.
. O foco principal é sempre a experiência global e a segurança em montanha. 

Como são as condições de conforto?

Devem ser encaradas como básicas em altitude. Inclui:
. Quartos simples ou partilhados em altitude intermédia
. Dormitórios ou espaços comuns em refúgios
. Frio intenso e conforto reduzido nas noites altas

O conforto diminui significativamente acima dos 4.500 metros.

Existe acompanhamento técnico durante a expedição?

Sim. Existe. A expedição inclui:
. Guia(s) de montanha experientes
. Equipa de apoio local
. Formação técnica em glaciar ao longo do programa

O acompanhamento é contínuo, especialmente nas fases técnicas e nas ascensões.

Como funciona a alimentação?

A alimentação é adaptada ao contexto de montanha.
Inclui refeições simples, quentes e energéticas durante a expedição, especialmente nos refúgios e dias de altitude.

Nos dias em cidades ou lodges, as refeições são feitas em restaurantes locais, com opções simples e variadas.

Esta viagem exige algum cuidado especial de saúde?

A Landescape tem uma parceria estabelecida com médicas formadas em Medicina do Viajante que te podem melhor aconselhar sobre todos os cuidados de saúde necessários e eventuais vacinas de prevenção para viajar no Equador. Dessa forma, podes agendar uma Consulta de Viajante Online na data e hora que te for mais conveniente com uma delas.

Recomendamos, no entanto, a profilaxia da Acetazolamida durante os primeiros 5 dias de viagem para tolerar o mal de altitude nas regiões do altiplano equatoriano, bem como a toma de suplemento vitamínico do Complexo B para ajudar a combater as picadas de insetos durante a estadia na Amazónia. A toma deve ser iniciada aquando da chegada a Quito e mantida até ao final da estadia na Amazónia.

Há alguma restrição cultural?

Não existe nenhuma restrição cultural a assinalar.

Pedimos, no entanto, que venhas com os braços abertos para abraçar as diferentes experiências que preparamos para ti e que tenhas alguma paciência, especialmente na Ilha Isabela, para alguma alteração de última hora que possa existir decorrente da imprevisibilidade do clima.

Quanto ao dinheiro para a viagem?

A moeda oficial do Equador é o dólar americano. É por isso recomendável que tragas euros para cambiar nas casas de câmbio oficiais ou, em alternativa, trazeres contigo dólares para facilitar.

A maioria dos custos inerentes à viagem está já coberta no valor pago à Landescape aquando da inscrição, pelo que o valor adicional que cada viajante deverá levar depende muito dos seus consumos, nomeadamente se come muito, consome muito álcool ou se tem intenção de trazer muitas lembranças. Regra geral, 25€ por dia são suficientes para refeições e snacks.

O que torna esta viagem diferente de outras expedições de altitude?

Esta expedição combina duas dimensões:
. Formação técnica em glaciar
. Ascensão a dois grandes vulcões andinos

É uma progressão real de escola de alpinismo em altitude, onde se evolui desde caminhadas de aclimatação até terreno glaciar técnico, culminando em objetivos acima dos 6.000 metros.

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